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quinta-feira, 17 de julho de 2014

BRASIS, PORTUGAIS E ÁFRICAS - Não fosse pelo peso e pela caminhada...

Por Susana Ventura.

A Copa acabou e, por enquanto, me recuso a ‘dar balanço’. É cedo para mim, preciso respirar e aquietar as emoções que ainda estão muito pulsantes. Hoje cedo eu ainda pensava no recente endeusamento alemão ao espiar a TV que estava ligada num dos cômodos da minha casa.

Ter herois, precisar de herois, tudo bem, o problema parece-me a velocidade com que as pessoas têm corrido de um lado para o outro, tentando sempre embarcar na canoa do vencedor.

Com a mesma pressa, vejo a terrível negação da dor: é só jogo, não interessa. Interessa mesmo é ter prêmio Nobel e isso não temos. Oi? Quer dizer, para me consolar eu aproveito para lembrar o que o Brasil não tem: Prêmio Nobel? Mais uma vez a busca da chancela exterior, da aprovação eurocentrada de que o Brasil tem excelência...

Aproveito também  para invalidar a emoção e a campanha: é só um jogo.
Ah, então ‘tá’. Vou entrar nessa também:  o amor não deu certo, mas bem, era só amor, né?  O trabalho também deu errado, mas bem, o que é trabalho, né?
A viagem para a praia foi um horror, mas bem, eram só férias, né?

Cansaço... e, poucos minutos antes do jogo da final começar  - sim, assisti e sofri pelo Brasil no sábado e viajei para estar com minha família para a final, estourei pipocas e torci!!! – minha mãe nos lembrou de uma história de família das mais deliciosas.

Para dizer tudo em poucas linhas, basta contar que meu avô um dia chegou para ‘noivar’ e, ao entrar na sala, visualizou a futura sogra correndo com uma tesoura aberta atrás do futuro sogro, furiosa e falando uma língua arrevesada.

Pois bem, o meu bisavô, o que escapava da tesoura com elegância e galhardia, tinha três irmãs: Aurora, Lídia e Clara.

Num belo dia, pela mesma época do caso da tesoura, veio a tia Aurora visitar a família. Sentada na cozinha ela viu as meninas da casa entrarem, cada uma com seu feixe de lenha na cabeça.

- Ai, que lenha tão bonita. Bonita mesmo essa lenha... me deu até vontade de ir
lenhá.
Minha avó logo se adiantou:
- Mas vamos, tia Aurora!
A senhora mexeu-se na cadeira e resolveu se informar melhor:
- E onde apanharam essa lenha. Ai, que bonita que está...
Explicação da sobrinha:
- Do outro lado da ponte, tia. A gente anda, cruza o pontilhão, cata a lenha, faz o feixe, põe aqui essa rodilha na cabeça, equilibra o feixe em cima e volta.
A tia pensou, pensou e deu o veredicto:
- Que vontade de lenhá c’ocêis! Não fosse carregá o feixe de lenha na cabeça  e atravessá o pontião,  bem que eu ia...
Desde então o ‘causo’ deu origem ao bordão doméstico para os que recusam qualquer  esforço ‘não fosse carregá o feixe de lenha na cabeça e atravessá o pontião, bem que eu ia!’

A Copa acabou, a campanha não deu certo. Os protagonistas da minha historieta estão há muito desaparecidos (tia Aurora viveu 100 anos, aliás). Mas as emoções verdadeiras, estas nos acompanham. Não se recusar à vida tem suas vantagens. Não parece, mas tem... 

quinta-feira, 10 de julho de 2014

BRASIS, PORTUGAIS E ÁFRICAS - Até a lavagem dos cestos ainda é vindima

Felipe Panfili/AgNews/Divulgação
Por Susana Ventura.

Estou triste. Perdemos de 7 a 1 para a Alemanha, escrevendo nova página inacreditável da história do futebol.

Ontem eu já tinha escolhido ver o jogo sozinha pela primeira vez nesta Copa. Trabalhei cedo, almocei na rua e voltei para casa, onde me preparei. Mandei o SMS do costume para um amigo torcedor que vive do outro lado do país e liguei a internet ruim que tenho em casa.

Dei uma volta ao mundo pela rede social, curti os amigos. Dois queridos se fotografaram juntos, ela esticava a bandeira e exibia o sorriso largo, ele ostentava óculos engraçados que cobriam seus olhos bonitos.  Outros dois, pai e filho, postaram a partir do estádio, felizes e encheram meu coração de alegria.

O jogo começou e não é preciso que eu seja cronista daquele primeiro tempo...

Mas o pior ainda estava por vir e, para mim, não veio daquele coliseu em que fomos desesperadoramente massacrados. Mesmo com o sinal vergonhoso de internet eu fui atingida por aquilo que teve o condão de me deixar ainda pior.

O que dizer diante da informação de que, bem perto da minha casa, um grupo queimava a bandeira do Brasil? E da comemoração imediata de vários dos que torciam ‘contra’  e que, naquele intervalo, postavam na rede social seu ‘alívio’ no estilo ‘que bom, agora o POVO vai cair na real e o país vai voltar ao normal...’

Muitas palavras em torno de ‘pão e circo’ celebravam a tragédia em andamento. A mesquinharia de negar o prazer ao outro, associando sempre a alegria à alienação me atingiam em cheio.

Segundo tempo e,  depois, ainda com o Brasil se retirando de campo, fui de volta para a internet.

A decepção ainda não havia terminado para mim: em tão curto espaço de tempo já se havia procurado e encontrado a quem atribuir a culpa: ‘A culpa é TODA de...’, já se havia buscado também por ancestrais alemães. Houve quem achasse um trisavô, de quem sequer sabia o nome e se afiliado a ele, reivindicando o DNA dos vitoriosos.

Começava a aparecer para mim a necessidade de ter razão e a de ganhar sempre, a qualquer custo.

Este amor não serve? Ok, vamos abandoná-lo e largar seu cadáver ainda insepulto. Comecei a ter medo, real, da gente que se recusava a sentir a dor que deveras deveria estar sentindo e se jogava desesperada em outras direções.

Os heróis absolutos até ali se tornavam ‘vagabundos’ que não honravam o salário recebido e mereciam o rancor. Aparecia exposto o desejo de que ficassem na miséria, que tivessem que andar pendurados nos ônibus ao final de jornada de trabalho exaustiva e mal paga!

Pior, parte daquela massa de gente abandonava o barco e corria para a rede social para falar da próxima paixão, da próxima vitória esperada: a política. Na mesma chave de interpretação dos que buscavam em si alguma genética que possibilitasse estar no lugar dos vencedores.

Saí, fui tomar ar e pelas ruas do meu bairro, feio como de hábito e ainda deserto na noite de ontem. Caminhei triste demais, me dando conta do medo que eu tenho de quem não goza quando está gozando e não sofre quando está sofrendo.

Aprendi há tempo que, na época em que temos a colheita da uva, em que estamos na lida e no processo, até a lavagem dos cestos ainda é vindima. O trabalho termina somente quando lavamos os cestos em que colocamos os cachos, os secamos e guardamos até o próximo período.

Não saímos no meio da colheita atrás vindimar as uvas doces de outro lugar largando a nossa casa, a nossa terra, a nossa parreira, os nossos parceiros. Não maldizemos a terra, a uva, as ferramentas, os adubos, o sol, a chuva, os vizinhos, pela colheita ruim ou pela uva amarga.


A Copa continua, continuamos na Copa, temos jogo no sábado para disputar o terceiro lugar, honroso sim. Ainda é tempo de vindima e, no entanto, onde estamos?

terça-feira, 8 de julho de 2014

SALA DE LEITURA - E o Amarildo? Surgirá outro?

Montagem de João Pinheiro.
Por Sirlene Barbosa.
  
Na semana que o Brasil vence a Colômbia e assume um lugar entre os países semifinalistas da Copa do Mundo 2014, nosso maior craque, o grande menino Neymar, recebeu uma entrada muito malfeita e bem violenta ao ponto de tirá-lo da Copa do Mundo no Brasil. O jogador é jovem, talentoso, está em sua melhor fase, foi comprado pelo time espanhol Barcelona, namora uma atriz mirim global, enfim, é o grande Neymar Jr.

O jogador que o atingiu é um ser humano da raça negra e por conta desse fato está sofrendo um racismo virtual, pra não dizer pessoal, de forma absurda. São xingamentos como: “Macaco maldito, merece morrer”, entre outros “belos” chamamentos não dignos de serem citados neste espaço.

Primeiro ponto de interpretação sobre o roteiro “Neymar não vai jogar”: o colombiano que o feriu em campo merece punição e ponto, mas uma punição relacionada ao banco dos réus dos jogadores de futebol. Essas declarações racistas só mostram quão inteligente é uma parte da torcida brasileira – isso porque há racistas que dizem que o racismo não existe e justificam afirmando terem amigos negros e até já ter tido um caso com uma negra ou negro...

Segundo ponto: o colombiano é negro e o Neymar é o quê? Para justificar essa questão recorro à obra Diário de Bitita (1986), da negra Carolina Maria de Jesus. O livro é um registro da infância da escritora na cidade de Sacramento – MG, nas décadas de 1920 a 1940. Em um ponto da narrativa, ela, neta de escravo (cita que ela e as outras crianças adoravam ouvir as histórias da senzala de seu avô) e filha do “ventre livre” (palavras da autora para designar sua mãe) relata a diferença brutal que existia entre os pretos e os marrons-mulatos. Conta que houve até uma lei que dizia que o mulato que tivesse cabelo liso seria considerado branco e que a negra que gerasse um mulato fazia de tudo para que o filho ou filha se casasse com branco, nada de negro.

Percebo que essas observações carolinianas permanecem bem vivas no seio da sociedade brasileira, trata-se do embranquecimento da população: clareou, então, melhorou.

Mas e o Amarildo? Bem, os programas esportivos estão comparando esse momento da seleção brasileira, de jogar sem seu maior craque, com o que ocorreu em 1962, em que o Brasil perdeu seu craque Pelé, e um jogador chamado Amarildo entrou em campo, fez gols e o país ganhou seu bicampeonato, mesmo sem a presença do Rei do futebol.

Há, no entanto, outro Amarildo: um negro, analfabeto, morador da comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, que em julho de 2013 foi torturado, assassinado e ainda teve o corpo ocultado pela polícia que lá estava para coibir a violência dos traficantes e, portanto, assassinos.

Este Amarildo nasceu em 1966, quatro anos após o Amarildo da seleção brasileira, junto ao time, ganhar o bicampeonato mundial. O da Rocinha foi um invisível, e como disse Carolina Maria de Jesus: é preto, é culpado.

Será que sua mãe ao lhe registrar pensou que, talvez, seu filho tivesse o mesmo destino do craque?
Carolina narra em Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960) os dramas de uma família de sete, oito, dez pessoas morarem em único cômodo e na favela. Amarildo nasceu seis anos após o lançamento desta obra, viveu na mesma situação narrada pela escritora e foi apagado, literalmente, da favela.
Finalizo, retomando a pergunta título deste texto: E o Amarildo, mas o da Rocinha, surgirá outro? Sim, lamentavelmente, sim...

Gosto de finalizar minhas colunas com os dizeres: “E como sempre: viva a boa literatura!”. Não consigo fazê-lo para este assunto.



VAI BRASIL!

Sirlene Barbosa é Mestra em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem – PUC-SP, professora de língua portuguesa de colégio particular e da Sala de Leitura da PMSP. Escreve todas as sextas-feiras a coluna Sala de leitura para o blog da editora Nova Alexandria.



DICA DE LEITURA:

sábado, 21 de junho de 2014

O diário secreto das Copas

 São Paulo, 17 de junho de 2013.
O diário secreto das Copas é uma ficção que explora fatos históricos relacionados diretamente às edições da Copa do Mundo. Iniciando-se no ano de 2013, o enredo retorna nas páginas do diário ao distante ano de 1930, quanto a então adolescente Kátia, de treze anos de idade, encontra na capital do Uruguai, durante a primeira Copa do Mundo, o amor de sua vida, Martin, quatro anos mais velho.  Ambos são brasileiros em viagem, e nem sempre o tempo e a história estarão a seu favor.


Daí em diante, todas as Copas do Mundo serão visitadas, inclusive a de 2014, do Brasil, cujo período preparatório envolve  as megamanifestações de junho de 2013, ocorridas no âmbito da Copa das Confederações, e objetivos pouco claros, mas cujo roteiro ia da manifestação pacífica inicial ao quebra-quebra e à violência final, de consequência imprevisíveis e que, tudo indica, projeta sombras, expectativas e receios sobre junho de 2014.

 Copa da Itália, 1934.
Cada capítulo do diário tem uma abertura com sinopse precisa da respectiva Copa,  o texto da ficção e uma contextualização histórica, que serve de pano de fundo para ambos. Amor, saudade, alegria, tristezas, terremotos, vitórias, revoluções, guerras, impeachment, manifestações de jovens e protestos gigantescos realmente ocorridos formam o  túnel do tempo em que o diário e seus personagens viajam.

Em O diário secreto das Copas amor e aventura, verdade e ficção científica se misturam, a partir do contexto oferecido pelas Copas do Mundo, de 1930 a 2014. Quando em 2013 Kátia, amiga de turma da adolescente Lubna, desaparece inexplicavelmente, um enredo de mistério e amizade, eventos esportivos e paixão, história brasileira e mundial se desenrola vertiginosamente.

Kátia é filha de um talento científico russo que, ainda jovem, quando do fim da União Soviética, fugiu da perseguição dos serviços secretos do novo regime. No Brasil, iniciou pesquisas, e também misteriosamente desapareceu.

Em meio a esses sumiços inexplicáveis, a avó de Lubna morre, mas lhe deixa de herança um diário no qual amor, amizade, cataclismos geológicos, guerras, revoluções e um segredo estão depositados.

A ascensão do fascismo e do nazismo na Europa, por exemplo, é descrita a partir de pesquisa cuidadosa, que situa o papel destinado  ao esporte por Mussolini e Hitler na propganganda de guerra que estão preparando. Em 1938, na copa da França, Alemanha e Itália foram vaiada. Na foto acima, seleção italiana, sob vaia, saúda torcedores franceses com gesto fascista. Alíás, nessa Copa, a seleção italiana, empregou em várias ocasiões, ao invés de seu tradicional uniforme azul e branco, um uniforme preto, empregado pela milícias facistas.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

BRASIS, PORTUGAIS E ÁFRICAS - Botando meu Jabaquara em campo

Em desagravo à falta de educação dos torcedores VIPs ontem,  no Itaquerão, escritora oferece e comenta ao leitor uma bela crônica de Plínio Marcos: As chuteiras do Jabaquara.

Por Susana Ventura.

A coluna de ontem atrasou. Motivo: o resfriado que se abateu sobre a colunista em meio das muitas viagens feitas por terra para cumprir agenda em época pré-Copa. Resfriado chato, com dor de cabeça, em meio a muitas viagens de ônibus, carro, táxi, metrô e caminhadas a pé com mochila nas costas, ecobag com livros no ombro. E, como objetivo, chegar no final da maratona a tempo de ver a abertura da Copa do Mundo e o jogo inaugural com a família. Consegui, enfim. Ainda meio dormindo e não muito inteira, mas consegui. Guarda-roupa especial, verde, amarelo, azul. Sou assumidamente ritualística e faço questão de estar presente para a oficialização dos ritos que escolhi para viver.

Estava preparada para tudo ontem, menos para a mostra de desumanidade, falta de educação, grosseria imperdoável e incivilidade a que assisti: a ‘ala vip’ da ‘vipíssima’ Arena xingando e constrangendo Dilma Rousseff de maneira vil. Não digo a ‘Presidente  ou Presidenta’ Dilma Rousseff. Digo mesmo Dilma Rousseff, cidadã, que estava lá cumprindo agenda, trabalhando mesmo. Fiquei triste demais com isso. Minha gente, o que foi que eu vi e ouvi?

Como sempre fui buscar consolo na literatura e recorri a nossos cronistas em busca de conforto. Andei para lá e para cá e, por fim, encontrei consolo e conforto no rés-do-chão onde vive a gente real, os brasileiros de verdade. Estive novamente diante do genial Plínio Marcos (1935-1999) e com ele ‘boto meu Jabaquara em campo’ hoje, numa expressão tão santista e tão bacana, que às vezes eu me esqueço que ela não é do Brasil todo.

A origem é o Jabaquara Atlético Clube de Santos, clube nomeado a partir de um quilombo que existiu
Para jornalista, pênalti existiu, sim. Confira matéria aqui.
num dos morros da cidade. Para os santistas de várias gerações posicionar-se com veemência sobre uma questão é ‘botar o Jabaquara em campo’. Plínio Marcos foi cronista de vários episódios do Jabaquara, no final de sua vida, assinando a coluna ‘Janela Santista’ a cada final de semana, num periódico local, gratuito, chamado Jornal da Orla. Foi ali, em 17 de janeiro de 1999, que li, deliciada, a crônica ‘As chuteiras do Jabaquara’. Li, recortei e guardei. Nela, Plínio Marcos nos fala de seus olhos úmidos ao se lembrar  do rosto da molecada do bairro de sua infância. Jogador do time infantil Vila Bancária ele nos mostra ali a vida pulsante dos meninos para quem o futebol era o ponto alto da vida: sem uniforme, sem chuteiras, sem quase nada, mas com a vida pulsando, o olhar brilhante, o molejo e a gana de jogar futebol.

Não tirarei dos leitores o prazer da descoberta das personagens Frajola (o próprio Plínio), Luciano Juqueri (o nome dispensaria apresentações, mas adianto que foi o mentor intelectual de um plano que resultou maravilhoso), Nei Feijão, Bugre, Alicate, Feijoada – a crônica, ainda bem, pode ser lida aqui - mas preciso contar a vocês que a minha alegria foi restaurada de imediato.

Ali estava a vida e não o simulacro, daquela crônica aqueles que amam o futebol e sabem ser gente de verdade disseram para mim: ‘estamos aqui, o Brasil e os brasileiros estão aqui’.

Reli agora, antes de terminar a coluna, a crônica do Plínio e chorei de novo. Não tem problema, a emoção é benvinda e, devido ao resfriado, a caixa de lenços está mesmo aqui ao lado. Botando o Jabaquara em campo, digo que o Brasil é maior e melhor do que aquilo que meia dúzia de pessoas feitas de plástico, sem conteúdo ou educação mostraram ontem.

Vai, Brasil!

 Susana Ventura é doutora em Letras pela Universidade de São Paulo, professora do Ensino Superior e autora de ficção, ensaios e obras para formação de professores. Todas as quinta-feiras escreve a coluna Brasis, Portugais e Áfricas para o blog da editora Nova Alexandria.




Gente boa do meu Brasil, venha amanhã ao nosso SARAU DA COPA!


quarta-feira, 11 de junho de 2014

JOVEM LEITOR - Copa e Olimpíadas: os prós e os contras


Com a Copa do Mundo chegando, e as Olimpíadas logo na esquina, aumenta a indignação por parte dos pessimistas e a esperança de quem quer ver as seleções jogarem,com base nisso, citarei alguns pontos positivos e alguns negativos relacionados a esse assunto.

1.Infraestrutura

Com a Copa e as Olimpíadas chegando, são investidos milhões de reais na infraestrutura do país para atrair mais e mais turistas. Em consequência disso, muitas obras são feitas às pressas, o que acaba por prejudicar a integridade da mesma, principalmente a longo prazo.

2.Imagem do país no exterior

Caso a Copa dê certo, o país pode acabar por receber mais credito do exterior, incluindo investimentos de empresas multinacionais e aumento do valor de sua moeda. Caso não dê, o contrário pode acontecer, manchando a aparência do país para o estrangeiro e/ou piorando sua economia devido a falta de investimentos externos.

3.Empregos

Com estádios, hotéis e diversos outros estabelecimentos sendo construídos, geram-se muitos empregos, não apenas na construção, mas também na administração e manutenção de tais locais.

4. Má utilização de verbas

Com o país em situação normal já necessitando de mais dinheiro para investimentos em áreas prioritárias como saúde e educação, a chegada de eventos deste tamanho acaba por aumentar a demanda e acentuar as dificuldades geradas pela falta de prioridade que essas áreas  recebem.

Acredito que a Copa ajudará em muito o crescimento de certos setores da economia brasileira, como o turismo principalmente, porém acabará por desvalorizar outros como saúde e educação, acho também que os governantes poderiam deixar esse tipo de eventos para tempos em que o país esta mais calmo, ao contrario do que acontece atualmente, com greves e manifestações atingindo quase diariamente o país devido a indignação da população com as condições de trabalho, transporte e da economia no geral.


VAI BRASIL!




Ulisses Azevedo Gonçalves, 14 anos, é estudante da ETEC Basilides de Godoy. Praticou por dois anos e meio Kung Fu,  é atualmente praticante de Muay Thai e escreve no blog da editora Nova Alexandria a coluna Jovem leitor todas as quartas-feiras.

GENTE, venha para o nosso SARAU DA COPA!






quarta-feira, 4 de junho de 2014

Coluna JOVEM LEITOR - Paraplégico com veste robótica inventada por cientista brasileiro dará o pontapé inicial da Copa do Mundo

O exoesqueleto inventado pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis.
Por Ulisses Azevedo Gonçalves.


Ciborgue, ou cyborg em inglês é o termo usado para descrever um organismo cibernético, ou seja, que contém partes orgânicas tanto quanto partes “Robóticas” que interagem entre si como órgãos comuns.

Cientista Miguel Nicolelis.
Apesar de parecer ficção, já temos “ciborgues” em nossas sociedades desde 2004, quando Neil Harbisson foi a primeira pessoa a ser reconhecida como ciborgue por um governo. Harbisson tem desde seu nascimento, uma condição chamada de acromatopsia, que o obrigou a enxergar o mundo em preto e branco até seus 20 (vinte) anos, quando instalou um olho eletrônico, que o permite “escutar cores”.

Grande parte desse avanço que permite o ser humano a utilizar cada vez mais das tecnologias para melhorar o funcionamento do próprio corpo vem da Biotecnologia, que hoje em dia avança cada vez mais rapidamente, e pode permitir em alguns anos até a clonagem de órgãos, oque por acaso já está sendo desenvolvido.


Desde casos mais notórios como o exoesqueleto desenvolvido pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis para ajudar paraplégicos a voltar a andar, a até pequenos implantes que regulam os sons para que haja menos ruídos para se ouvir melhor, os avanços são cada vez maiores e mais potentes, fazendo com que cada vez mais o homem se junte com a máquina para aperfeiçoar seu desempenho no geral.


Ulisses Azevedo Gonçalves, 14 anos, é estudante da ETEC Basilides de Godoy. Praticou por dois anos e meio Kung Fu,  é atualmente praticante de Muay Thai e escreve no blog da editora Nova Alexandria a coluna Jovem leitor todas as quartas-feiras.