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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Direitos Civis nos EUA


A escravidão não é criação da era moderna. A Grécia antiga, inventora da democracia, empregou o trabalho forçado como parte de sua estrutura social e produtiva – estando os escravos, como se sabe, excluídos dos direitos de participação nas decisões públicas.
Por Jeosafá.

Aula comunitária no colégio Rio Branco Granja Viana e Higienópolis

A china praticou a escravidão em larga escala, e a rigor, ela só foi extinta com a revolução comunista de Mao Tse Tung, quando, deposto o último imperador, os eunucos foram libertados, e quando seus escrotos secos, guardados em caixinhas, lhes foram devolvidos pelos revolucionários, como símbolo de que os vínculos com seu senhor estava definitivamente extinto (no filme O último imperador, de Bernardo Bertolucci, essa cena é particularmente perturbadora).

Por toda a América pré-colombiana há registros de escravidão: maias fizeram escravos, aztecas fizeram escravos, incas fizeram escravos. No Brasil pré-Cabral, era comum o sequestro de mulheres após guerras entre tribos. A função da mulher sequestrada era a de, incorporada à força, tornar-se esposa de algum jovem da tribo vencedora.   Se a esse casamento compulsório com o filho ou mesmo o próprio matador de seus pais – para fins de garantir descendentes saudáveis a partir de um estoque genético diverso –  não chamamos de escravidão sexual, é por zelo para com uma prática indígena que, praticada hoje nas sociedades ocidentais, recebe, sim, a classificação de escravidão sexual – condenada e punida por leis nacionais e internacionais.

Colored: Negros, índios e mexicanos no fundo do ônibus.
Assim, é um erro grotesco considerar que a discriminação racial em razão da escravidão ou por outros motivos recai somente sobre os negros. Nos dias de hoje, palestinos são alvo de racismo em Israel, tanto quanto judeus foram vítimas do ódio nazista na Alemanha hitlerista. Na Espanha de Franco, ciganos foram perseguidos com crueldade, tanto quanto chineses foram massacrados durante a 2ª. Guerra por japoneses imperiais, estes embalados pelo delírio de superioridade racial.

O racismo tem-se revelado ao longo dos séculos e milênios como uma estratégia violenta de grupos sociais para submeter, explorar e expropriar outros grupos. Riquezas imensas produzidas pelo povo judeu foram saqueadas por nazistas e fascistas e o próprio indivíduo semita teve seu corpo exaurido até a última gota de energia nos campos de concentração do III Reich. O objetivo principal do Japão ao invadir a China não foi instaurar uma “civilização mais avançada”, mas estabelecer um império político no extremo da Ásia para explorar as imensas riquezas continentais dessa região.

Aula comunitária sobre os Direitos Civis nos EUA para estudantes do colégio Rio Branco - Granja Viana (17/10/15).
Assim, o argumento de superioridade racial nunca passa de um álibi para, criando-se em um grupo de força uma coesão interna a partir de um a farsa, explorar e extorquir – o que não se faz sem muita violência e, por oposição, muita resistência.

Aula comunitária sobre os Direitos Civis nos EUA para estudantes do colégio Rio Branco - Higienópolis (22/10/15).
Servimos apenas brancos .
Nunca hispânicos, nem mexicanos.
Porém, não há historiador que não admita ter sido a escravidão negra um dos pilares do capitalismo emergente das Grande Navegações, tendo alimentado, ela própria, a escravidão, grande parte das rotas marítimas atlânticas entre os séculos XVI e XIX, no chamado comércio  triangular (uma metrópole europeia, um posto de compra de escravos na África ocidental e uma colônia na América).

É essa proeminência da exploração da mão de obra escrava negra oriunda da África que levará um dos maiores líderes da luta contra o racismo nos EUA, o jovem Malcolm X, a afirmar: “Não existe capitalismo sem racismo.”

Nos EUA, tanto quanto por toda parte em que foi empregada, a escravidão e a discriminação racial deixaram e deixam ainda marcas profundas, que sequer o amontoamento de séculos sobre séculos futuros apagará. Essas marcas, embora as mídias contemporâneas se apressem em  soterrar com avalanches de imagens dispersivas, estão por toda parte, e com o advento da internet, se espalham e se oferecem como fontes de reflexão para quem não deseja que semelhantes episódios de injustiça e vergonha se repitam.

Linchamentos legalizados no Sul dos EUA.
A luta pelos direitos civis nos EUA, por exemplo, não é recente. Com a vitória dos ianques sobre os confederados na Guerra Civil Americana (1861), também chamada Guerra da Secessão – pois o Sul tinha intenção de se separar do Norte –, o fim da escravidão foi imposto pelos vencedores aos vencidos na forma de lei federal que, em última instância, reconhecia igualdade entre brancos e negros, todos agora cidadãos livres de um mesmo país.

Porém, mergulhados no ressentimento da derrota e do ódio racial, bem como apoiados na grande independência administrativa que a Constituição dos EUA faculta aos estados, os do Sul passaram a confrontar a legislação federal por meio de aprovação de leis estaduais abertamente racistas. Esses esses dispositivos de submissão e  de segregação racial que tornaram os negros cidadãos de segunda classe em seu próprio país,  foram sendo aprovadas paulatinamente nos legislativos estaduais desde 1876, vigoraram até 1965, e ficaram conhecidas como leis Jim Krow – apelido que se deve ao personagem empregado por racistas para ridicularizar os negros nos EUA.

Jim Krow: caricatura humilhante que
emprestou o nome às leis racistas nos EUA.
Assim, a luta pela igualdade, vencida, ao menos no terreno legal (pois as explosões sociais de resistência de negros contra o racismo nos EUA, todos o sabem, são frequentes), em 1964 com a promulgação Lei dos Direitos Civis, durou noventa anos, período durante o qual todo tipo de violação aos direitos humanos foi cometido com amparo legal local no interior do país que se apresentava e se apresenta ao mundo como campeão da liberdade e dos direitos individuais.

As leis Jim Krow não apenas segregavam seres humanos pela cor da pele, proibindo que uns tomassem água no bebedouro de outros, ou se sentassem nos mesmos bancos de praças ou transporte coletivo, como algumas delas estimulavam o ódio racial e disciplinavam o linchamento de negros em praças públicas. Essas leis, a rigor, eram ainda piores do que as empregadas no período da escravidão, pois não tinham com alvo um ou outro escravo fujão ou escrava com a péssima mania de andar com o queixo erguido, mas todo e qualquer cidadão negro, toda e qualquer mulher ou criança negra, não necessitando de motivações quaisquer além do preconceito e do rancor.

Num dos períodos mais agudos de resistência ao racismo na década de 1960 e na luta pela aprovação da Lei dos Direitos Civis, surgiram os Freeddom RidersViajantes da Liberdade, caravana de jovens, estudantes, intelectuais e militantes negros e brancos que, unidos, decidiram confrontar a racismo legal imperante nos estados do Sul.

Freedom Riders: caravana da liberdade.
Essas caravanas de ônibus em que brancos e negros se sentavam lado a lado, cruzaram os estados sulinos, sendo recebidas com violência pela Ku Klux Klam – sempre apoiada pela polícia local e mesmo por agentes federais racistas, que transmitiam informações sobre o roteiro dos ônibus.

Obviamente, na vanguarda dessas caravanas da liberdade estavam os principais atores:  negros e negras dispostos a conquistarem definitivamente para si e para as gerações futuras de afrodescendentes norte-americanos o estatuto de cidadania plena. Porém eles encontraram em seus colegas brancos não racistas apoio decisivo – o que não impediu que os dois principais líderes negros dos EUA fossem assassinados:  Malcolm X em 1965 e Luther King em 1968.

Ônibus dos Freedom Rider incendiado .
A principal lição que essas caravanas deixaram a todos, não só aos norte-americanos, é a de que a luta pela igualdade, contra todos os tipos de discriminação e preconceitos não diz respeito apenas às vítimas diretas deles. Se eu sou branco, tenho um amigo negro e ele é humilhado, eu fui também. Se meu vizinho japonês é ofendido por causa de seus olhos puxados, os meus olhos também foram furados. Se uma piada nazista atinge um amigo judeu, eu fui jogado no forno junto com ele. Se uma manifestação de intolerância manda que meus amigos nordestinos voltem para sua terra depois de eles terem erguido a maioria dos grandes edifícios de São Paulo, eu fui convidado a partir da minha terra com eles.

Porém, a verdade é que eu não preciso ter um amigo negro, japonês, judeu, palestino, nordestino, sírio, gay, lésbica, transsexual, deficiente físico ou com limitação intelectual  para me posicionar em defesa da igualdade e da justiça, pelo simples motivo de que, em milhares de anos estudados pela história, não se conhece um único exemplo de que o ódio, a intolerância, a escravidão tenham construído nada. Onde prosperou a histeria coletiva, ali imperou os piores momentos da humanidade.

Agradecimentos às professoras Sandra (Granja Viana) e Laís (Higienópolis), à bibliotecária Valéria (Higienópolis) e aos estudantes do colégio Rio Branco, em que fui recebido com verdadeiro tapete vermelho e com imenso carinho, que espero ter retribuído com o que tenho aprendido em minhas pesquisas e aulas compartilhadas.

Leia também:



Jeosafá é escritor e professor Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Autor de mais de 50 títulos por diversas editoras, lançou em 2013 O jovem Mandela (Editora Nova Alexandria) e  em maio deste ano, nos 90 anos de Malcolm X, O jovem Malcolm X, pela mesma editora.

terça-feira, 8 de julho de 2014

SALA DE LEITURA - E o Amarildo? Surgirá outro?

Montagem de João Pinheiro.
Por Sirlene Barbosa.
  
Na semana que o Brasil vence a Colômbia e assume um lugar entre os países semifinalistas da Copa do Mundo 2014, nosso maior craque, o grande menino Neymar, recebeu uma entrada muito malfeita e bem violenta ao ponto de tirá-lo da Copa do Mundo no Brasil. O jogador é jovem, talentoso, está em sua melhor fase, foi comprado pelo time espanhol Barcelona, namora uma atriz mirim global, enfim, é o grande Neymar Jr.

O jogador que o atingiu é um ser humano da raça negra e por conta desse fato está sofrendo um racismo virtual, pra não dizer pessoal, de forma absurda. São xingamentos como: “Macaco maldito, merece morrer”, entre outros “belos” chamamentos não dignos de serem citados neste espaço.

Primeiro ponto de interpretação sobre o roteiro “Neymar não vai jogar”: o colombiano que o feriu em campo merece punição e ponto, mas uma punição relacionada ao banco dos réus dos jogadores de futebol. Essas declarações racistas só mostram quão inteligente é uma parte da torcida brasileira – isso porque há racistas que dizem que o racismo não existe e justificam afirmando terem amigos negros e até já ter tido um caso com uma negra ou negro...

Segundo ponto: o colombiano é negro e o Neymar é o quê? Para justificar essa questão recorro à obra Diário de Bitita (1986), da negra Carolina Maria de Jesus. O livro é um registro da infância da escritora na cidade de Sacramento – MG, nas décadas de 1920 a 1940. Em um ponto da narrativa, ela, neta de escravo (cita que ela e as outras crianças adoravam ouvir as histórias da senzala de seu avô) e filha do “ventre livre” (palavras da autora para designar sua mãe) relata a diferença brutal que existia entre os pretos e os marrons-mulatos. Conta que houve até uma lei que dizia que o mulato que tivesse cabelo liso seria considerado branco e que a negra que gerasse um mulato fazia de tudo para que o filho ou filha se casasse com branco, nada de negro.

Percebo que essas observações carolinianas permanecem bem vivas no seio da sociedade brasileira, trata-se do embranquecimento da população: clareou, então, melhorou.

Mas e o Amarildo? Bem, os programas esportivos estão comparando esse momento da seleção brasileira, de jogar sem seu maior craque, com o que ocorreu em 1962, em que o Brasil perdeu seu craque Pelé, e um jogador chamado Amarildo entrou em campo, fez gols e o país ganhou seu bicampeonato, mesmo sem a presença do Rei do futebol.

Há, no entanto, outro Amarildo: um negro, analfabeto, morador da comunidade da Rocinha, no Rio de Janeiro, que em julho de 2013 foi torturado, assassinado e ainda teve o corpo ocultado pela polícia que lá estava para coibir a violência dos traficantes e, portanto, assassinos.

Este Amarildo nasceu em 1966, quatro anos após o Amarildo da seleção brasileira, junto ao time, ganhar o bicampeonato mundial. O da Rocinha foi um invisível, e como disse Carolina Maria de Jesus: é preto, é culpado.

Será que sua mãe ao lhe registrar pensou que, talvez, seu filho tivesse o mesmo destino do craque?
Carolina narra em Quarto de despejo: diário de uma favelada (1960) os dramas de uma família de sete, oito, dez pessoas morarem em único cômodo e na favela. Amarildo nasceu seis anos após o lançamento desta obra, viveu na mesma situação narrada pela escritora e foi apagado, literalmente, da favela.
Finalizo, retomando a pergunta título deste texto: E o Amarildo, mas o da Rocinha, surgirá outro? Sim, lamentavelmente, sim...

Gosto de finalizar minhas colunas com os dizeres: “E como sempre: viva a boa literatura!”. Não consigo fazê-lo para este assunto.



VAI BRASIL!

Sirlene Barbosa é Mestra em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem – PUC-SP, professora de língua portuguesa de colégio particular e da Sala de Leitura da PMSP. Escreve todas as sextas-feiras a coluna Sala de leitura para o blog da editora Nova Alexandria.



DICA DE LEITURA:

quinta-feira, 29 de maio de 2014

SALA DE LEITURA – O diálogo entre os dois Manuéis: o Bandeira e o Carlos: a pobreza no Brasil tem cor

Manuel Bandeira, Luís Gama e Manuel Carlos.
Por Sirlene Barbosa.

A violência cotidiana, com negação de identidade racial, é reproduzida na escola, quando só é proposta a leitura da literatura do vencedor. Que país é este que o negro precisa querer ser outro para não sofrer? Uma educação que reproduz uma história única é omissa e cega. Por isso, a importância de propor o contato com a literatura negra, por exemplo.

É necessário que o estudante conheça e reflita sobre as diversas literaturas, inclusive aquela que tem como sujeito um negro que assume o discurso, deixando de ser o tema e passando a ser a primeira pessoa do discurso – aquele que fala.

Antonio Candido, a respeito da obra de Luís Gama, afirma que a literatura negra é aquela que trafega na
contramão. Ocorre que a escola é o lugar de desconstruir os discursos já postos, de refazer o já feito e de propor que muros sejam quebrados, de trafegar, então, na contramão.

Para tanto, exponho a experiência do diálogo ocorrido entre o poeta Manuel Bandeira e o diretor de novela da rede Globo, Manoel Carlos. Propus como leitura um poema de Bandeira e um trecho da novela “em família”, cuja direção é de Maneco (como é conhecido o diretor global).

Utilizei o poema Irene no céu:
Irene preta
Irene boa
Irene sempre de bom humor.

Imagino Irene entrando no céu:
 – Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.

Após, apresentei um trecho da novela em que o núcleo foi formado por atores “famosos” e brancos, que juntos interpretavam uma família rica, tomando café da manhã. Do lado da mesa, em pé, estava uma senhora negra, trajando uniforme de empregada doméstica, à espera de qualquer pedido de algum dos patrões.

No poema de Bandeira, o negro é o tema, não assume o discurso. A negra é preta, boa e está sempre de bom humor; assim como a de Maneco, pois é preciso expor que uma das personagens brancas passa pela negra, aperta sua bochecha e lhe manda um beijinho. A negra sorri, submissa, mas feliz por ter sido notada, em pé, do lado da mesa, aguardando seus senhores se servirem. Caso essa personagem da novela, a branca, fosse escrever algo sobre a morte dessa empregada, ela teria como inspiração, com certeza, o poema de Bandeira.

Esta coluna não serve para criticar o poeta, ao contrário, Bandeira é Bandeira. Neste poema, porém, ele deu bandeira e minha função, na Sala de leitura, é a de auxiliar os estudantes a alcançarem a leitura plena dos enunciados que o rodeiam, ao perceberem quais discursos aparecem neste ou naquele texto e como eles “conversam”.

A discussão chegou até às propagandas de cerveja, quando uma estudante acrescentou o quanto é nítido que estas não são, somente, machistas, mas extremamente racistas. Observou que o negro, quando aparece, ocupa sempre a função de criado. Quer dizer: a mídia reitera a voz do vencedor e a escola deve contestar.

Viva a boa literatura!

Sirlene Barbosa é Mestra em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem – PUC-SP, professora de língua portuguesa de colégio particular e da Sala de Leitura da PMSP. Escreve todas as sextas-feiras a coluna Sala de leitura para o blog da editora Nova Alexandria.

DICA DE LEITURA
A escola é decisiva na formação da identidade de crianças e jovens. Neste livro de Solano Trindade, a identidade do brasileiro está em questão, a partir de poemas em que a justiça social e a luta contra a discriminação racial se oferecem ao leitor para declamação em voz alta. Leia a sinopse e, clicando nela, vá para o livro.




terça-feira, 29 de abril de 2014

EM CIMA DA HORA - Uma banana para o racismo

Por Ana Sílvia Fernandes Peixoto.

O assunto do momento parece ser a nossa macaquice, tão bem colocada por Neymar, e todo mundo começou a comer bananas no Brasil.

O jogador Daniel Alves, além de impecável em seu ofício, resolveu colocar em prática o seu lado “educador”.

O fato é que não é possível que ainda aceitemos atitudes descabidas que visam ofender, denegrir, insultar e magoar nossos semelhantes.

Não sei se o ato do tal torcedor (vou chamá-lo assim, de forma genérica) é digna de repulsa ou pena, pois apenas um ser dotado de sérios problemas morais, culturais ou até psicológicos, se daria ao luxo de pagar um “mico” desses diante de milhões de espectadores pelo mundo afora.

Sr. Torcedor, de que feudo vieste? A que casta pertence? Acaso pensou que o tal “macaco” mostrou-se muito superior aos seus caucasianos, no domínio da bola?

Será que podemos acreditar na evolução da humanidade?

Infelizmente o abominável preconceito se apresenta de forma anônima, todos os dias, em todo o mundo. Alguns ainda têm a afrontosa ousadia de expor suas garras; outros preferem a surdina, aplaudindo e conspirando internamente com seus sentimentos vis.

Um tema que parecia estar se resolvendo, principalmente aqui no Brasil, onde a afrodescendência é significativa, volta a assombrar, a mostrar a indigna condição da razão humana ao expor à sociedade seus incultos valores.

Afinal, qual seria o problema da diferença racial? A cor da pele? A estrutura capilar? Tudo tão externo!

O que teríamos que tomar como base para a valorização do ser humano?

Creio que está mais do que na hora da sociedade descer do pedestal e despir-se de suas plumas de pavão. Afinal Darwin, em sua teoria de evolução das espécies, nos aparentou ao macaco, não me recordo de plumas ou paetês na origem humana.

Não seria tão mais fácil concentrarmos nossos esforços na semeadura do bem, do amor, do acolhimento? Demonstrar a superioridade da alma diante de tanta hipocrisia?

Como diz minha filha: “Não é mais fácil somar que diminuir?

Que venham as reflexões, as deduções e o aparecimento de sentimentos mais nobres pelos que nos são tão iguais quanto aos iguais.

Luz, Paz, Prosperidade, Saúde e Proteção a todos!