Passo dias
corridos, ao longo das semanas, tentando administrar as partes em que me
divido, nem sempre são partes iguais, pelo contrário, subdividida sigo até em
migalhas, para dar conta do que é de responsabilidade, o que é necessário, e
finalmente do que é de “regalo”, contentamento da alma! Este último na verdade,
na escala, a menor parte, é minha força motriz, e vem sustentando todas as
outras partes!
Assim tem sido,
a meu ver, os “Saraus da Casa Amarela”, momentos em que a alma de formas
inusitadas, inunda-se de mimos, recebendo dádivas que nos deixam
embasbacados...
Pessoas que vão
chegando como um raio de sol, lançando faíscas por todas as frestas, e irradiam
com suas performances, cativam com suas melodias, e dançamos embalados e
eufóricos e emocionados com esfuziantes poesias!!!
A cada sarau, no
momento que piso na CA, carrego comigo aqueles mesmos amigos, que a pelo menos
trinta e poucos anos atrás, em tempos de MPA, caminhavam lado a lado, com “a
mesma ânsia que eu”, embalando sonhos e acreditando que com música, teatro,
artes plásticas, poesia...iríamos transformar o mundo!?!
Doce Utopia da
juventude essa de querer “agarrar os cabelos do sol”.
Não mudamos o
mundo, mas mudou minha maneira de ver o nosso mundo, de conviver com as pessoas
deste mundo, e posso afirmar que viver fica bem mais interessante quando se
vive com “arte”!!!
Posso dizer
ainda, é que quando chego na CA e no ar
já se espalha o aroma do cafezinho da Célia, pra mim é pura poesia! Então passo
para o abraço apertado da Sú, e isso me soa como poesia! O sorriso único de
Clarice, Escobar de um lado para o outro, atrás de alguma coisa que só ele sabe
onde está, o Akira posando de tranquilo, mas já pensando em como fará a
abertura, o Eder desenrolando um emaranhado de cabos e ainda parando pra
experimentar um som, o Gabriel juntando as latinhas... este é o som da poesia
na CA, e esta poesia é tudo que eu
preciso no momento...
Pode parecer
pouco... mas é porque o que acontece a
partir do momento em que o sarau inicia de fato, deixarei para um próximo
relato... porque aí meu irmão!?, haja coração e
lacrimejar de olhos, para os efeitos colaterais que poderão lhe causar
uma explosão de concentração generalizada da Poesia!!!
Lígia Regina é artista plástica,arte-educadora, poetisa e cantora; iniciou sua trajetória em Movimentos
de Cultura, Festivais de Teatro e de Canção. Atuou no Movimento Popular de Arte
(MPA) de São Miguel Paulista.
No último sábado, dia 31/05, nossa Casa Amarela realizou
mais um Blá-blá-blá, uma roda de conversas que promove a discussão sobre a arte
na periferia e as políticas de incentivos culturais, um evento que realmente
valeu a pena participar.
Nessa edição do evento tivemos a presença de Ronelson
Martins, representando a Comunidade Samba Jorge, entidade que promove a
inserção sociocultural por meio do futebol e do samba. Com palavras simples,
Martins nos contou um pouco da trajetória da entidade, que, tentarei aqui
recontá-la.
Em 1952 nascia o time de futebol varzeano “São Jorge”, um
dos mais antigos da região de São Miguel
A.R.C São Jorge de São Miguel Paulista, desde 1952.
Paulista, recordista em permanência no
“Desafio ao Galo”, torneio onde os times da várzea se enfrentavam e que,
enquanto a equipe fosse ganhando as partidas continuava na disputa. Segundo
Ronelson o São Jorge permaneceu por vinte e duas rodadas seguidas no
campeonato. Após o futebol, a roda de samba começava com a alegria e a partir
dessa união o espírito de comunidade foi crescendo. Com o passar dos anos
algumas pessoas tiveram de mudar do bairro e para não perder o contato,
decidiram se encontrar mensalmente e em 14 de junho irão realizar o 81º
Encontro com a Comunidade.
Acredito que nesse ponto de meu relato, uma pergunta está
começando a surgir: “O que isso tem de importante?” principalmente porque
muitos grupos fazerem o mesmo. Concordo que à primeira vista parece só mais uma
história de como uma roda de samba surgiu, porém o que diferencia a trajetória
da Comunidade Samba Jorge das outras histórias são as atitudes que os
participantes assumiram de acordo com o que acontecia com seus amigos.
Comunidade Samba Jorge.
Por diversas vezes, alguns amigos que haviam se mudado não
tinham condições financeiras de comparecer ao encontro. Para que o grupo
pudesse se reunir, começaram a realizar a “vaquinha” para garantir a presença
de todos. Dessa atitude nasceu a ideia de se manter a arrecadação e revertê-la
em cestas básicas para os moradores da região que se encontravam em
dificuldade.
Em outro momento, alguns membros começaram a usar drogas
ilícitas. Entre expulsar do grupo, ou tentar ajudar o amigo a se livrar do
vício, é claro que a comunidade optou por oferecer a ajuda. Segundo o relato de
Ronelson, o grupo buscou por informações e em vez de confrontar os amigos,
vítimas das drogas, diretamente, simplesmente abordavam os assuntos durante
conversas, tentando fazem com que as pessoas se conscientizassem de seu
problema. Como uma flecha certeira a estratégia atingiu seu alvo. A partir daí
a Comunidade passou a realizar diversas campanhas e cada vez mais se fazer
presente no cenário cultural.
Mas como sabemos, sempre teremos os oportunistas. Políticos
de plantão sempre surgem do nada para se
Ronelson Martins
aproveitarem de ações sociais que
estão dando certo e insinuar que, se não fossem eles (os políticos) nada ali
teria acontecido. Daí veio a resistência da Comunidade em aceitar tal tipo de
ajuda. Com um entendimento de que certas pessoas não dão nada de graça, havia
sempre a pergunta “O que ele quer de volta?” e isso propiciou com que a Comunidade
não tivesse vínculo político ou partidário, realizando um trabalho sem o
chamado “rabo preso”. Da mesma forma trataram os empresários do “capeta”, que
se ofereciam para gerenciar o grupo, de forma com que o grupo seria extorquido,
sacaneado e menosprezado em seu valor.
A história da Comunidade Samba Jorge nos encanta, pois
podemos ver como uma ação social pode ser construída a partir de iniciativas
simples, como possibilitar que um amigo compareça ao encontro, ou ajudar outro
que se enveredou pelo caminho das drogas e tornar essas ações maiores do que
jamais foi imaginado. Ações como essa merecem e devem ser divulgadas. Atualmente
a Comunidade realiza palestras antidrogas, de conscientização sobre o câncer,
campanhas de agasalhos, brinquedos, páscoa, natal, promove o acesso ao esporte
por meio do time “ARC São Jorge”, incentiva a produção musical voltada ao samba
de raiz e do Bloco Carnavalesco, mantém outra ação social na cidade de Suzano,
onde promove a inserção digital.
E tudo isso nasceu na simples vontade de ajudar um amigo. Para saber um pouco mais da Comunidade Samba Jorge, basta
clicar em Samba Jorge.
Parabéns a todos da Comunidade Samba Jorge pelo trabalho,
cuja história me faz (novamente) citar Geraldo Vandré, em uma canção pouco
conhecida, mas que diz algo das ações que essa gente boa vem fazendo a tanto
tempo.
Porta Estandarte
Olha que a vida tão linda se perde em tristezas assim
Desce o teu rancho cantando essa tua esperança sem fim
Deixa que a tua certeza se faça do povo a canção
Pra que teu povo cantando teu canto ele não seja em vão
Eu vou levando a minha vida enfim
Cantando e canto sim
E não cantava se não fosse assim
Levando pra quem me ouvir
Certezas e esperanças pra trocar
Por dores e tristezas que bem sei
Um dia ainda vão findar
Um dia que vem vindo
E que eu vivo pra cantar
Na Avenida girando, estandarte na mão pra anunciar.
Geraldo Vandré
Luka Magalhães é analista de sistemas e nas horas vagas escreve poesia, contos e peças teatrais. Ministra a palestra “Eu nas relações interpessoais”, que trata do comportamento individual em situações cotidianas. Administra a páginaEu Recomendo, no Facebook , que divulga os eventos culturais que acontecem principalmente na Zona Leste de São Paulo, e também os artistas populares que circulam pelo país.
Lembro-me da época em que jogávamos bola nas ruas e de
quando nos reuníamos para limpar algum terreno baldio e ali fazer nosso
campinho de futebol, mesmo que só disputássemos nossas partidas somente no
final de semana em que o limpávamos. Ou o entulho era novamente posto nos
terrenos ou voltávamos para as ruas de terra, melhor lugar onde nosso “estádio”
poderia ter mais do que os costumeiros vinte e cinco metros de extensão,
tamanho padrão dos lotes de outrora. Hoje não vemos mais os garotos se
mobilizando para tais ações, pois não existem mais terrenos vazios que não
estejam murados e são poucas as ruas em que ainda seja possível uma partida de
futebol com pés descalços.
Coletivo 32
O que me fez lembrar dessa época foi um evento marcado para
esse final de semana (24 e 25 de maio) em Jandira, cidade da Grande São Paulo,
principalmente por me trazer à lembrança o fato de se ter um objetivo simples
nas ações propostas para esse evento, tal o grupo de crianças limpando u
terreno baldio. O Coletivo 32, marcou a ocupação de uma área entulhada para
realizar a limpeza e ali criar uma praça popular eco sustentável para a
realização de eventos culturais. Alguns poderiam dizer que é um evento simples
e sem importância, mas não foi assim que enxerguei o ato. Vi cidadania,
envolvimento da população local, engajamento pró-cultura e “manifestação” sobre
a ausência do poder público, que se fez de cego ao espaço abandonado.
São atos como esse que mostram o quanto as manifestações
culturais podem revitalizar e fortalecer uma região, mostrando que é possível
se fazer cultura sem depender dos governos, que cultura pode se sustentar pela
vontade de um grupo que acredita nisso. São os alicerces populares que mantém a
cultura não midiática em pé. São pessoas simples, cidadãos anônimos que não
aparecem nos holofotes das televisões, que
Coletivo 32
realmente fazem a cultura se
enraizar em cada canto do país.
Na capital paulista temos várias ações semelhantes acontecendo.
No Parque Raul Seixas (COHAB José Bonifácio, em Itaquera) parte da
administração foi ocupada para a criação do espaço cultural. No centro do
bairro, da antiga estação de trem só restou a “casa do chefe”, moradia cedida
pela empresa ferroviária para o responsável pela estação, que está sediando o
“Sarau da Casa do Chefe” e o grupo que organiza o evento luta para que seja
criada a “Casa da Memória” do bairro.
No Itaim paulista, nossos irmãos do “Sarau O que dizem os
umbigos” realizam seus eventos em diversos locais abertos, levando sua alegria
para os frequentadores desses espaços.
A nossa Casa Amarela é outro exemplo de como se perpetuar
cultura sem verba pública. Ali são promovidos os saraus mensais, o
“Blá-blá-blá”, roda de conversas sobre a produção cultural e outros eventos,
sempre com a parceria do IPEDESH (Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento
Social e Humano). Ainda temos a investida da Casa no lançamento de CDs e livros
de artistas populares, fazendo com que essa produção artística possa ser perpetuada.
Todas essas ações são feitas pela força de vontade dos
grupos que tem consciência de que é possível fazer e perpetuar cultura sem
depender do poder público.
Parafraseio então Geraldo Vandré:
Vem vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora,
Não espera acontecer
Luka Magalhães é analista de sistemas e nas horas vagas
escreve poesia, contos e peças teatrais. Ministra a palestra “Eu nas relações
interpessoais”, que trata do comportamento individual em situações cotidianas.
Administra a página Eu Recomendo, no Facebook , que divulga os eventos
culturais que acontecem principalmente na Zona Leste de São Paulo, e também os
artistas populares que circulam pelo país.
O poeta, escritor, fotógrafo e videomaker Escobar Franelas inaugura hoje a coluna de terças-feiras SP: ZONA LESTE em nome d'A Casa Amarela - Espaço Cultural, que reúne artistas, professores, intelectuais, agentes e gestores culturais e realiza um significativo trabalho de ativação cultural a partir de sua sede, no bairro de São Miguel, Zona Leste de São Paulo.
Por Escobar Franelas.
Começar a primeira linha da
primeira coluna em minha primeira participação nesse oásis literário, é – na
falta de uma palavra mais bem elaborada – desconfortável. Pense num jogador
mediano fazendo sua estrieia num time grande e sua estreia se dá jogando num
Maracanã lotado numa tarde ensolarada de domingo! É o meu caso.
Falar o quê? Falar de quê? Penso,
rememoro, repenso, me demoro: encontrar o assunto não é difícil, mais
complicado é decidir sobre qual dos vários que assuntam (e assustam) a minha
cabeça irá versar. São vários.
Minha primeira vontade é fazer
uma propagandinha, afinal, lanço livro novo (o terceiro) nessa semana. Mas
pudores me impedem de seguir este plano, vou pra outro terreno. Penso falar da
Casa Amarela, um espaço cultural em São Miguel que ajudo a administrar e que se
tornou, com o correr dos anos, a minha Meca, o paraíso onde me deleito, minha Macondo,
minha Pasárgada. É lá que refinei a prática da cultura do abraço, onde encontro
alguns dos mais leais e necessários amigos, meu refúgio em busca de paz, bom
papo, arte prazerosa, boa bebida e boa comida.
A Casa Amarela tornou-se, com o
passar do tempo, um templo onde, mais do que a fruição artística, somos
agraciados com a poética da boa convivência, os prazeres das coisas pequenas, o
orgasmo da arte sem muitos artificialismos, o criadouro de novas ideias. E quão
belo é o espetáculo da arte sendo criada, remendada, aliterada, edulcorada!
Parece o pôr-do-sol sendo revisto em câmera-lenta diversas vezes, por ângulos
diferentes. É esse êxtase que vivo constantemente, quase uma rotina, gostosa
repetição de coisas que me dão paz.
Por último, pensei em falar um
pouco de produção audiovisual, uma de minhas paixões – assim como os livros –
mas, embaralhando todas as cartas que escondi sob a manga da blusa, optei por
dar uma banana pra dúvida e decidi escrever sobre ela: a dívida que tenho com essa
dúvida. Esse afã é o que me move, me promove, me inaugura, dissimula, eleva e
vela as minhas utopias. E de muitos.
Por isso, mesmo, pago sempre em
moeda corrente e ainda assim fico devendo um troco para o dia seguinte.
E, de tanto tentar, saiu-me este
textículo que entrou por uma porta, saiu por essa outra. Quem quiser que conte
mais. Semana que vem!
Escritor, fotógrafo e videomaker paulistano e membro da UBE (União Brasileira de Escritores, Escobar Franelas publicou seu primeiro trabalho em 1989 - os poemas "Velhos Trapos" e "Opus Vivendi", na Antologia Poéticade Pinheiros. Desde então ganhou alguns prêmios, entre os quais o Arte na Cohab/SP-Literatura (1998, poema "Pátrio Nosso"), 1º Prêmio Barueri de Literatura/SP (2003, poema "Balé"), e o 1º Concurso Chapecoense de Literatura/SC, (2004, conto "Anatomia de um Crime" e poema "Prostração"). Tem verbete na Enciclopédia Brasileira de Literatura (Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa (São Paulo, Global Editora, 2ª edição, volume 1, 2001, pg. 732). Publicou o livro de poemas, hardrockcorenroll (São Paulo: Scortecci, 1998) e o volume de prosa Itaquera: uma breve introdução (São Paulo: Editora Kazuá, 2014). Mantém o blog Vs. Eue a página no sítio literário Recanto das Letras. Colabora na coluna de terças-feiras SP: ZONA LESTE, assinada coletivamente pela CASA AMARELA.
Leia também a coluna DR. MONSTRO, com histórias de arrepiar os cabelos.
A Casa Amarela debate cultura na Zona Leste nas décadas de 1980 e 1990.
Por Jeosafá.
Estive sábado passado (26/04/14) n' A
Casa Amarela, espaço cultural, em São Miguel Paulista, a convite do
cineasta João Luiz de Brito Neto (Botinas no elevador, Brasil,
2010), para o lançamento do livro MovimentAções
pela Cultura: Um painel dos movimentos culturais de região Leste de São Paulo,
1980-1990, de Patrícia Freire de Almeida, Julio Cesar José Marcelino e João
Luiz de Brito Neto.
Com o auditório lotado, o debate seguiu quente durante mais de duas
horas, em que o papel dos movimentos culturais, dos artistas e sua difícil
relação com o Estado, nas três esferas (federal, estadual e municipal)
estiveram em foco.
Além do resgate da experiência dos anos 1980 e 1990 na Zona Leste de
São Paulo, debatedores e público examinaram a década de 2000 e a situação atual
da cultura e dos movimentos em São Paulo, muitas vezes ameaçados em sua
autonomia pela dependência excessiva em relação ao Estado, que se por um lado
estimula a produção via editais, por outro preserva a situação de
instabilidade e precariedade do setor, uma vez que esses mesmos editais não têm
caráter perene e muitas vezes resultam em práticas clientelistas.
A Apresentação do livro é esclarecedora:
No início do século XXI presenciamos uma
grande mobilidade de grupos e coletivos
culturais das regiões periféricas da
cidade de São Paulo que buscam participar e interferir na construção de
políticas públicas de cultura que contemplem a suas necessidades de expressão e
reconhecimento.
Assim, a partir da recuperação das lutas pela democratização da
cultura nas décadas que serviram de espaço de pesquisa e reflexão aos autores,
o presente é posto em foco, de maneira a tornar vivo um passado recente, mas
cujas promessas de esperança ainda não se realizaram completamente. Na mesma
Apresentação, ao final, sobre esse particular, os autores argumentam:
Entendemos que o presente material pode
contribuir para ampliar e enfatizar a necessidade de haver outras perspectivas
para a construção da história da cidade de São Paulo, proveniente de pessoas, grupos
e movimentos organizados das regiões afastadas do centro da metrópole,
trazendo-os para a grande História em estigmatizar ou supervalorizar,
considerando que até mesmo a tentativa de construção destas estrutura
ideológicas dentro dos próprios movimento é importante para entender suas
contradições.
Embora a publicação e o debate tenham realizado uma espécie de balanço
de décadas, o horizonte dos presentes, artistas e líderes culturais, foi a busca
pela construção de um projeto concreto que, no campo da cultura, institua um
clima fértil de produção cultural com repercussão em políticas públicas, mas
sem a tutela do Estado que, na opinião dos presentes, deve ter papel
estimulador e democratizante, mas nunca direcionador ou dirigista, o que é sempre o pior dos mundo para a livre criação.
A Casa Amarela – Espaço Cultural está localizada em São Miguel
Paulista (SP), iniciou suas atividades em Março de 2011 e foi pensada para, em
todos seus ambientes, respirar a criação humana e seus desdobramentos onde
música, teatro, literatura, cinema, artes visuais, filosofia, história ou
simplesmente a conversa entre seus visitantes possa ser aconchegante e
convidativa para novas descobertas.