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quarta-feira, 30 de abril de 2014

JOVEM LEITOR - Tecnologia: saber e diversão ou... vício?

Uma das maiores preocupações de jovens, pais e educadores nos dias de hoje (Globo Ciência).

Por Ulisses Azevedo Gonçalves.

Hoje em dia, diversas pesquisas demonstram como aparelhos eletrônicos e novas tecnologias afetam as pessoas, principalmente os jovens e adolescentes. Essa geração (que no caso é a minha) vem ficando cada vez mais próxima da tecnologia à medida que a mesma avança, mas, em que ponto isso começa a se tornar prejudicial?

Em minha própria escola é bem comum ver os alunos mexendo no celular no meio da aula. Para falar a verdade, eu mesmo o fazia às vezes, se a aula não me agradava, ou se simplesmente não estava a fim de fazer o que o professor pedia, o que, obviamente, acabava me fazendo ficar com ainda mais dificuldade nas matérias de que não gostava ou que não entendia.

O psiquiatra Jairo Werner, o pesquisador em TI, Aristides Alonso, e o sociólogo
Fernando Lima Neto debatem os sérios riscos da dependência tecnológica (TV Brasil).

Outro reflexo disso são os trabalhos escolares, que vêm ficando cada vez menos importantes aos estudantes. Tem ficado cada vez mais difícil achar alguém que tenha realmente pesquisado, lido e interpretado os textos de sua própria maneira. A maioria simplesmente enrola, por preguiça, e no último momento faz o trabalho correndo, colando e copiando o que vê pela frente.

Como solucionar isso? Será que proibi-los fará alguma diferença?

Não acho que uma abordagem agressiva fará com que qualquer coisa mude, provavelmente, eles irão apenas ficar irritados com a pessoa que os abordou, e provavelmente vão se utilizar dos aparelhos eletrônicos em segredo, o que agravaria ainda mais a situação, e muitas vezes poderia até levar a uma depressão ou vício.

Acredito que o melhor seria trazer o fato á tona de modo suave, para que o próprio jovem perceba que está exagerando e acabe por se restringir, para seu próprio bem. Às vezes, a pessoa simplesmente não consegue parar, nestes casos, sugiro criar um horário, e aos poucos ir implantando outros costumes na agenda, para que aos poucos ele ou ela comece a descobrir o que gosta além dos eletrônicos, e o fazer mais vezes, diminuindo assim sua ligação com eles.