Uma das maiores preocupações de jovens, pais e educadores nos dias de hoje (Globo Ciência).
Por Ulisses Azevedo Gonçalves.
Hoje em dia, diversas
pesquisas demonstram como aparelhos eletrônicos e novas tecnologias afetam as
pessoas, principalmente os jovens e adolescentes. Essa geração (que no caso é a
minha) vem ficando cada vez mais próxima da tecnologia à medida que a mesma
avança, mas, em que ponto isso começa a se tornar prejudicial?
Em minha própria escola é bem comum
ver os alunos mexendo no celular no meio da aula. Para falar a verdade, eu
mesmo o fazia às vezes, se a aula não me agradava, ou se simplesmente não estava
a fim de fazer o que o professor pedia, o que, obviamente, acabava me fazendo
ficar com ainda mais dificuldade nas matérias de que não gostava ou que não
entendia.
O psiquiatra Jairo Werner, o pesquisador em TI, Aristides Alonso, e o sociólogo
Fernando Lima Neto debatem os sérios riscos da dependência tecnológica (TV Brasil).
Outro reflexo disso são os trabalhos
escolares, que vêm ficando cada vez menos importantes aos estudantes. Tem
ficado cada vez mais difícil achar alguém que tenha realmente pesquisado, lido
e interpretado os textos de sua própria maneira. A maioria simplesmente enrola,
por preguiça, e no último momento faz o trabalho correndo, colando e copiando o
que vê pela frente.
Como solucionar isso? Será que
proibi-los fará alguma diferença?
Não acho que uma abordagem agressiva
fará com que qualquer coisa mude, provavelmente, eles irão apenas ficar
irritados com a pessoa que os abordou, e provavelmente vão se utilizar dos
aparelhos eletrônicos em segredo, o que agravaria ainda mais a situação, e
muitas vezes poderia até levar a uma depressão ou vício.
