Mostrando postagens com marcador Literatura Juvenil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Literatura Juvenil. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Coluna JOVEM LEITOR - Memórias literárias

Mike Stilkey, The Piano Has Been Drinking.

Por Ulisses Azevedo Gonçalves

Não me lembro muito bem de minha infância, até os cinco anos, logo, é aí que começamos. Na época eram bem comuns produtos, brinquedos e livros de dinossauros. E eu não era exceção. Na verdade, durante os seguintes três ou quatro anos, ele foram meus livros favoritos.

Por volta dos doze anos, começou a época mais agitada de minha vida de leitor, com título como Percy Jackson, Hugo Cabret e Jogos Vorazes.

Sempre tive muito prazer em ler, e me imaginar tendo as aventuras e romances dos personagens dos livros, e até hoje meu livro favorito, que me proporcionou tudo em uma leitura fácil é o livro O mistério das runas, de Anna Ciddor, publicado pela editora Arx Jovem.

Ultimamente tenho lido livros como O diário secreto das Copas e 1964 - O golpe que marcou a ferro uma geração. Devido a meu amadurecimento dos últimos anos, ambos me ajudaram a compreender a atual situação do Brasil e do mundo, e são leituras obrigatórias para quem curte história.

Ulisses Azevedo Gonçalves, 14 anos, é estudante da ETEC Basilides de Godoy. Praticou por dois anos e meio Kung Fu,  é atualmente praticante de Muay Thai e escreve no blog da editora Nova Alexandria a coluna Jovem leitor todas as quartas-feiras.

terça-feira, 8 de abril de 2014

JOVEM LEITOR - Horizonte Perdido: conflitos morais e éticos

Por Ulisses Azevedo Gonçalves.

O conflito vivido por Conway, um representante do império inglês no oriente, no romance “Horizonte Perdido”, pode ser expressado na forma de atritos morais e éticos entre ocidente e oriente.

Os conflitos morais presentes no livro são muitos e vários, porém, um se destaca logo de início: o fato de Conway ser contra as guerras e agente do imperialismo inglês atuando como diplomata na Índia. Exemplo disso ocorre logo no começo do livro, quando Conway se mostra mais disposto a salvar vidas do que defender os interesses ingleses na fuga de Peshawar, devastada pela revolução.

No livro, este conflito é resolvido com a escolha de Conway de abandonar os costumes ocidentais, permanecendo no mosteiro de lamas de Shangri-La, que, no caso, representa a paz, a sabedoria, a tolerância, entre outros valores.

Os conflitos éticos abordados no livro são mais abrangentes, sendo representados principalmente pelo impasse entre os interesses ingleses da época e a real justiça, que estaria do lado da Índia, que estava sendo explorada e procurava liberdade. Um exemplo se passa durante a fuga de Conway e dos outros de Peshawar, devido à revolução indiana.

Este conflito é solucionado também pela escolha de Conway, que decide ficar no mosteiro que, neste caso, representa a justiça, a cultura, o patrimônio intelectual e diversos outros valores, que não se mostraram considerados pelos interesses ingleses. Devido a isso, Conway pode ser considerado traidor da coroa britânica.

Pode-se dizer então que ambos os conflitos morais e éticos apresentados no livro se resolvem a favor das sociedades orientais e dos valores por essas representados.


Ulisses Azevedo Gonçalves, 14 anos, é estudante da ETEC Basilides de Godoy. Praticou por dois anos e meio Kung Fu,  é atualmente praticante de Muay Thai e escreve no blog da editora Nova Alexandria a coluna Jovem leitor todas as quartas-feiras.