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terça-feira, 11 de agosto de 2015

O MERCOSUL - Dimensões do processo de integração na América do Sul

No período colonial e logo após a independência, durante a fase do nacional-imperialismo (1840–1884), se estendendo até o entre guerras (1919-1939), a América do Sul foi palco dos mais violentos e sangrentos conflitos do continente americano. Desde a chegada dos espanhóis e portugueses ao continente, a bacia do rio da Prata foi o cenário de disputas luso-espanholas (o que hoje é o Uruguai já foi espanhol, português e, em seguida, voltou a ser espanhol e brasileiro, até se tornar independente em 1828). É nessa unidade territorial que se encontram os principais sócios do Mercado Comum do Cone Sul, o denominado MERCOSUL, que hoje em dia conta também com a entrada da Venezuela deslocando tal bloco para o Norte. Hoje tal bloco econômico facilita as relações entre seus países membros, apesar dos inúmeros entraves e de ainda contar com poucos acordos comerciais quando comparado com áreas de livre comércio que foram sendo criadas após sua edificação e de acordos bilaterais entre países.

Para entendermos a importância do processo de integração comercial é pertinente considerar o recorte histórico entre os séculos XVI até XXI. Sendo assim, esta obra tenciona reconstituir os processos de integração que foram sendo criados no decorrer da tribulada história do sub-continente, lembrando que nesse processo se forja uma identidade que permite nos reconhecer sul-americanos e não apenas brasileiros, argentinos, uruguaios, paraguaios e venezuelanos.

Portanto, essa obra pretende contribuir com as pesquisas no campo das ciências humanas envolvendo vários ramos do saber que elas compreendem no âmbito dos cursos de ensino médio, universitários e até mesmo para aqueles que cursam uma pós-graduação, uma vez que oferece temas históricos e contemporâneos, assim como uma substanciosa bibliografia. 

Augusto Zanetti

Conheças mais sobre o livro O MERCOSUL - Dimensões do processo de integração na América do Sul, em nossa loja virtual:

O MERCOSUL DIMENSÕES DO PROCESSO DE INTEGRAÇÃO NA AMÉRICA DO SUL

R$23,00

Coleção: Saber de tudo
Autor: Augusto Zanetti
Idioma: Português
Editora: Claridade
Edição: 1
Ano: 2015


quarta-feira, 1 de julho de 2015

150 anos de Alice no País das Maravilhas

Alice no País das Maravilhas tornou-se, desde o seu lançamento, em 1865, um grande clássico da literatura infantil. Seu autor, o inglês Charles Lutwidge Dodgson, usou o pseudônimo literário Lewis Carroll. Sua obra principal, sucesso imediato e retumbante, chegou às mãos da rainha Vitória, da Inglaterra, que fez questão de conhecer as demais obras do autor. Antes de Alice, Dodgson escrevera apenas tratados de Matemática. A história, ao longo de mais de um século, foi adaptada várias vezes para o cinema. Virou filme de animação dos Estúdios Disney em 1951. O cineasta Tim Burton dirigiu uma versão excêntrica, que estreou em 2010. A primeira adaptação, no entanto, foi um filme mudo rodado no Reino Unido em 1903.



João Gomes de Sá, um dos mais respeitados cordelistas da atualidade, é o autor da versão em cordel de Alice no País das Maravilhas. O poeta, atento às soluções criativas do texto original, reconstruiu algumas situações, emprestando características nordestinas à protagonista, aos personagens e cenários. O início já dá uma amostra do que vem a seguir: Alice, em perseguição ao Coelho Branco, não cai num poço, mas numa cacimba encantada. O Gato de Cheshire ou Gato Risonho, mesmo conservando o dom da invisibilidade, é um típico repentista nordestino. Para compor o personagem, João se inspirou no cantador paraibano Sebastião Marinho. Alice ainda encontra, na estranha terra, maravilhas que remetem ao clássico cordel Viagem a São Saruê, do poeta paraibano Manoel Camilo dos Santos (1905-1987). A estrofe, reproduzida abaixo, mostra essa fusão:

Por lá viu rios de leite,
Montanhas de goiabada,
Castelos de rapadura,
E árvores de marmelada.
Suspirou muito porque
Somente em São Saruê
Tal riqueza era encontrada.


O Chapeleiro Louco, personagem de grande importância no original de Carroll, tem, aqui, “O mesmo céu estrelado/ Do chapéu de Lampião”. Na versão do nosso cordelista, os tacos-flamingos e as bolas-ouriços do jogo disputado entre Alice e a Rainha de Copas se transmutam em seriemas e tatus-bolas, animais da fauna brasileira.

Marco Haurélio

Ficou curioso para saber mais sobre Alice no País das Maravilha em cordel? Confira o livro na nossa loja virtual:



quarta-feira, 11 de março de 2015

A História de Amor de Pitá e Moroti

Este livro me trouxe boas lembranças da biblioteca de meu avô onde existia um livro de lendas brasileiras que me encantava.

Uma das histórias que chamava minha atenção era a da Vitória-régia. Então foi com muita alegria que recebi este o texto de A História de Amor de Pitá e Moroti para ilustrar.


Pesquisei quanto ao tipo de vestimentas, pinturas corporais, construções e objetos do povo Guarani do sul do Brasil.


Além da fauna e flora locais, mostrando bem, o que para mim é primordial, a grande beleza da diversidade e exuberância da natureza.

Utilizei a tinta acrílica como técnica, com cores primárias em sua maior extensão e tentei criar um aspecto mais arranhado nas imagens, mais terroso, para um povo ligado aos elementos da Terra.


Nasci em João Pessoa, onde resido atualmente. Desenhar sempre foi, para mim, como respirar. 
Cresci e comigo cresceu também o sonho de me aprimorar e falar cada vez melhor a linguagem visual.

Entre cursos em Escolas e Museus de Arte, tintas, pincéis e pesquisas fui a Sarmede,Itália, na Fondazione Mostra Internazionale di Illustrazione per l'Infanzia Stepan Zavrel me especializar em ilustração de livros infantis.

Nos últimos 5 anos ilustrei livros no Brasil,Coreia do Sul e Estados Unidos.
 
Faço parte atualmente da SCBWI - Society of Children's Book Writers and Illustrators e da WendyLynn & co, agência internacional de ilustradores infanto-juvenis, EUA.


Veruschka Guerra - Ilustradora

quarta-feira, 4 de março de 2015

As várias vozes de um romance finlandês

O experiente comissário Harald enfrenta o caso mais desafiador de sua carreira na polícia. Uma jovem é encontrada morta sem os olhos e com a letra "A" talhada no corpo. Após outros crimes semelhantes, a suspeita é de que há um assassino em série na cidade: o "Caçador". Mas que o leitor não se engane: o que parece ser só mais uma história de crime e mistério acaba se transformado numa trama de profundidade psicológica em que vários relatos se sobrepõem, e assim nos ajudam a entender as dores dos personagens como se eles fossem pessoas reais, daquelas que cruzam conosco no meio da cidade durante o dia.


O recurso de alternar as vozes através de gravações, cartas e depoimentos, capítulo a capítulo - descrito pelo linguista russo Mikhail Bakhtin como "polifonia" -, é uma das características mais marcantes do romance moderno, e a maneira como Torsten Petterson compõe esse romance polifônico faz com que não tenhamos segurança nenhuma nas informações que recebemos. É como se estivéssemos tão paranoicos quanto o detetive Harald, perdidos em meio a informações controversas. Seu núcleo policial e seu convívio com os colegas de trabalho nas salas de interrogatório nos lembram a aclamada série True Detective, produzida pelo canal HBO e protagonizada pelo ator Matthew McConaughey, em que uma dupla de detetives é interrogada sobre um crime serial ocorrido no passado. 


Entre as várias vozes presentes no romance, o diário de Nadja nos transporta para o submundo da prostituição e violência que todo ambiente cosmopolita possui. Já o relato de Erik é quase como se fosse um livro à parte, pleno de dor familiar e recordação. Os sentimentos de Erik, um finlandês solitário de origem burguesa, também são os nossos, assim como a paranoia de Harald diante de tantas suspeitas também pertencem ao leitor, e é isto que torna o romance finlandês Dá-me os teus olhos um livro marcante e universal.

Lucas de Sena Lima,
Editor de texto e preparador de originais.
Confira um trecho da obra: