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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Literatura de cordel no Porto Seguro

Sebastião Marinho e João Gomes de Sá na biblioteca do colégio
Porto Seguro - Panambi (Zona Sul de São Paulo).
Por Jeosafá.

O poeta João Gomes de Sá e o repentista Sebastião Marinho estiveram no último sábado, 24 de outubro, na biblioteca do colégio Porto Seguro - Panambi, Zona Sul de São Paulo.

O colégio é uma importante instituição privada de educação, que tem no cordel um interesse particular. A presença dos dois artistas é mais um capítulo do esforço da Editora Nova Alexandria em fazer chegar a nossos estudantes o que há de melhor e mais atual na cultura popular brasileira.


Pelos versos da literatura de cordel passam a história, a geografia, as identidades, o humor e a versatilidade do Brasil, que se inventa e reinventa continuamente, a cada imigrante que por aqui chega com seus sonhos, expectativas e cultura.
De maneira lúdica e inteligente, o cordel pinta quadros os mais variados da gente que escolheu o Brasil para sua casa definitiva. Porém, também retrata as experiências de outros povos, por meio da adaptação de clássicos da literatura universal, com é o caso da coleção Clássicos em Cordel.












quinta-feira, 31 de julho de 2014

CORDEL NA REDE - Nova Alexandria celebra o Dia do Cordelista!

Por Marco Haurélio.



1º de Agosto é o dia que o município paulista de Diadema escolheu para homenagear o poeta cordelista. No dia 2 (sábado), a Editora Nova Alexandria é palco de mais um encontro da poesia popular. Com a presença de autores da coleção Clássicos em Cordel, um dos carros-chefes da editora, o evento culminará com um recital e o lançamento de mais três títulos.



A volta ao mundo em oitenta dias, clássico de Júlio Verne, em releitura de Pedro Monteiro e com ilustrações em xilogravura de Maércio Lopes, é uma das novidades. A história de Fileas Fogg, o milionário excêntrico que se envolve numa aventura mirabolante, já foi levada para o cinema e, no cordel, ganha em ritmo e agilidade, sem fugir ao enredo original.



A releitura muito particular de João Gomes de Sá para a novela fantástica do escritor tcheco Franz Kafka, A metamorfose, com ilustrações de Severino Ramos, dá espaço para o devaneio e o sonho. A história do caixeiro-viajante que, um dia, acorda transformado num monstruoso inseto, tem gerado inúmeras interpretações e permanece como uma das mais inquietantes criações literárias do nosso tempo.


E, para fechar, A roupa nova do rei (ou O encontro de João Grilo com Pedro Malazarte), com texto de Marco Haurélio e ilustrações de Klévisson Viana, é mais um cordel infantojuvenil do selo Volta e Meia. A história reúne dois personagens ladinos dos contos populares que encarnam os alfaiates que enganam o vaidoso rei D. Fernando, para quem prometem a mais bela roupa já feita.

Todo dia é dia de cordel. 

Serviço

O quê?

Cordel na Nova Alexandria (Dia do Cordelista)

Onde?

Editora Nova Alexandria, Rua Engenheiro Sampaio Coelho, 111 (perto do Museu do Ipiranga).

Quando?

Sábado, 2 de agosto, a partir das 16h.

Confira a página do evento no Facebook. 

No dia do evento, todos os livros estarão à venda com 50% de desconto. Aproveite!

quinta-feira, 17 de julho de 2014

PELOS BAIRROS EM CORDEL - VILA FORMOSA

Vila Formosa Ônibus Cometa - 1955
Por Cacá Lopes

Pelos bairros em cordel
Visita Vila Formosa,
Um lugar valorizado
De paisagem esplendorosa,
Conta com mais de cem praças
Que coisa maravilhosa!

Fundado em vinte e três (1923)
Numa época já distante,
Do vizinho Tatuapé
Já foi parte integrante,
E planejado pra ter
Um padrão bem semelhante.

A grande área de terra
No passado pertenceu,
A família Casa Grande
Que com o tempo vendeu,
Aos Irmãos Jacob e a Vila
Formosa ali nasceu.

O bairro Vila Formosa
É muito arborizado,
No Jardim Anália Franco
Tem luxo pra todo lado,
O IDH da Vila
Hoje é muito elevado.

O distrito tem diversas
Vilas, que destaco aqui:
Antonina, Mafra, Olinda,
Cruzeiro, Vila Araci,
Matias e Invernada,
Jardim Têxtil, Guarani.

Parque Cruzeiro do Sul,
Capão do Embira, Iara,
O Shopping Anália Franco
Imponente joia rara,
Faz com que o seu entorno
Seja uma região cara.

Como curiosidade
Falada em cada esquina,
O cemitério maior
Da América Latina,
Fica em Vila Formosa
Que é perto da Vila Alpina.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

PELOS BAIRROS EM CORDEL - Cangaíba

Jogo de bola no bairro do Cangaíba.
Por Cacá Lopes.

Vem do tupi-guarani
O nome desse distrito,
E o seu significado
Pode até causar atrito,
Já que é "dor de cabeça"
Cuca ruim, esquisito.

Um bairro da Zona Leste
Que da Penha é vizinho,
Ermelino e Ponte Rasa
Também ficam bem pertinho,
No inicio do século vinte
O progresso abriu caminho.

Cangaíba expandiu
Graças à imigração,
De Espanhóis, Italianos,
E de povos do Japão,
Que ocuparam as chácaras
Imensas da Região.

Referências principais
E Vilas desse lugar:
Jardim Danfer, Vila Silvia,
E a Engenheiro “Goulart”
Estação da linha 12
Com seu povo a circular.

Parque "Eco" Tietê
Onde o lazer é total,
Avenida Cangaíba
Sua artéria principal,
Teatro Flávio Império
Grande Polo Cultural.



VAI BRASIL!


Cacá Lopes começou sua trajetória em 1984, com o lançamento de um compacto simples, com as músicas "Brilhar" e "Você Que Sonha", de sua autoria. Com a tiragem de apenas mil copias, o disco foi gravado no Estúdio Mosh, em São Paulo, com produção de Hélio Santistebam, do Grupo Pholhas. Tem gravados 5 CDs solos (Isso Aqui é que é Forró, Generosa Canção, Cooperativa do Forró, Mutirão de Sonhos e Pérolas), 2 compactos e um disco em vinil. Tem dois livros publicados (Cinderela em Cordel e Vida e Obra de Gonzagão), e como cordelista é autor de uma dezena de folhetos de cordéis, entre eles Hino Nacional Brasileiro em Cordel, A Invasão do Estrangeirismo e Cordel do Trava Língua. Escreve toda quinta-feira para o blog da editora Nova Alexandria a coluna Pelos bairros em cordel.


quinta-feira, 3 de julho de 2014

PELOS BAIRROS EM CORDEL - Brás

Brás antigo, no blog Ponto de Ônibus: clique e visite.

Por Cacá Lopes

BRÁS


Através da internet
Uma parceira notória,
Mais um bairro pesquisei
Pra recontar sua história,
No universo da rima,
Da métrica e divisória.

Todo mundo tem um sonho
Vence aquele que é capaz.
Foi assim que muita gente
Deixou tudo para trás,
E veio para a metrópole
Para trabalhar no Brás.

Esse distrito que fica
Bem na região central,
À leste do centro histórico
De São Paulo capital,
Nas terras de José Brás
Que tornou-se imortal.

A Igreja Bom Jesus
De Matosinhos chegou,
No século dezoito e,
O lugar logo mudou,
Foi no entorno da vila
Que o bairro do Brás formou.

Começo do século vinte
Chega o povo haitiano,
Depois vem os nordestinos
Com muita coragem e plano,
Coreano escolhe o Brás
E também o boliviano.

Brás do Largo da Concórdia
Do povo na correria,
Da Avenida Rangel
Pestana, Celso Garcia,
De Comércios Populares
Bom Jesus do Brás me guia.

Quem visita o Bairro hoje
Sempre volta, pede bis.
Clientela e lojista
Em harmonia, feliz
Num dos principais Pólos
Comerciais do País.


Um abraço CORDELial e musical!



VAI BRASIL!


Cacá Lopes começou sua trajetória em 1984, com o lançamento de um compacto simples, com as músicas "Brilhar" e "Você Que Sonha", de sua autoria. Com a tiragem de apenas mil copias, o disco foi gravado no Estúdio Mosh, em São Paulo, com produção de Hélio Santistebam, do Grupo Pholhas. Tem gravados 5 CDs solos (Isso Aqui é que é Forró, Generosa Canção, Cooperativa do Forró, Mutirão de Sonhos e Pérolas), 2 compactos e um disco em vinil. Tem dois livros publicados (Cinderela em Cordel e Vida e Obra de Gonzagão), e como cordelista é autor de uma dezena de folhetos de cordéis, entre eles Hino Nacional Brasileiro em Cordel, A Invasão do Estrangeirismo e Cordel do Trava Língua. Escreve toda quinta-feira para o blog da editora Nova Alexandria a coluna Pelos bairros em cordel.




quinta-feira, 26 de junho de 2014

PELOS BAIRROS EM CORDEL - Mooca

Hipódromo da Mooca. Foto: Blog Reacionário.

Por Cacá Lopes
MOOCA


Sigo na Rua dos Trilhos,
Da Mooca, até chegar
Na Av. Paes de Barros
Numa esquina vou parar,
Pois avisto uma cantina
E um pastel quero provar.

Quando se fala da Mooca
Nos remete a Pizzaria,
A Festa de Sann Gennaro,
Em massa ou doceria,
Na colônia Italiana,
Macarrone, mamma mia!

É o bairro que já teve
A maior concentração
De índios do município
De São Paulo e da Nação.
Em: Um, cinco, cinco, seis (1556)
Teve início a fundação.

A palavra tupi mooca
Na mesma época surgiu,
Um grupo de habitantes
De cor branca construiu,
No local suas moradas
E muito índio atraiu.

Eles “tão” fazendo casas
Traduz o nome da Mooca,
Teria dito os indígenas
Que viviam em maloca,
Essa novidade fez
O índio sair da toca.

Nesse tempo a Mooca era
Chamada de Arraial
Nicolau Barreto e,
Um enorme matagal
De terras abandonadas
Predominavam o local.

A exemplo de outros bairros
Começaram a lotear,
Essas terras e o progresso
Não demorou a chegar,
As fábricas e oficinas
Se instalaram no lugar.

O Bairro da Mooca hoje
Tem grande potencial,
Com avanço no setor
Econômico e social,
É intenso seu comércio,
Forte é o centro industrial.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

PELOS BAIRROS EM CORDEL - Cidade Tiradentes


 Por Cacá Lopes.

CIDADE TIRADENTES
A Cidade Tiradentes
No fundão da capital,
É um conjunto periférico
E monofuncional,
Tipo bairro dormitório
De proporção sem igual.

Na América Latina
É tido como o maior
Complexo habitacional
Com conjuntos ao redor,
Do bairro que a cada dia
Em “infra” fica melhor.

Fazenda Santa Etelvina
Onde tudo começou,
Década de oitenta, início
A Cohab se instalou,
Com a construção dos prédios
Toda a paisagem mudou.

No local foram criadas
Várias Associações,
Moradores se juntaram
Em busca de soluções
Para os problemas vários
Durante as ocupações.

Após as intensas lutas
Por transporte, moradia,
Saúde e educação
E o caos do dia a dia,
Na Cidade Tiradentes
Houve alguma melhoria.

Os bairros circunvizinhos
Da CT digo quais são:
Castro Alves, Barro Branco,
Dom Angélico, Conceição,
JK, Jardim São Paulo,
Alguns feito em mutirão.

Vila Paulista, Iolanda,
Setor G, Inácio Monteiro,
Pedra Branca, Vilma Flor
Lugar de povo guerreiro,
Quem vive no Prestes Maia
Batalha o ano inteiro.

Atualmente o Bairro
Conta com boa estrutura,
Tem dois CEUs, um hospital,
Vários pontos de cultura,
Tem parques e o comércio
Cresce com desenvoltura.


VAI BRASIL!



Cacá Lopes começou sua trajetória em 1984, com o lançamento de um compacto simples, com as músicas "Brilhar" e "Você Que Sonha", de sua autoria. Com a tiragem de apenas mil copias, o disco foi gravado no Estúdio Mosh, em São Paulo, com produção de Hélio Santistebam, do Grupo Pholhas. Tem gravados 5 CDs solos (Isso Aqui é que é Forró, Generosa Canção, Cooperativa do Forró, Mutirão de Sonhos e Pérolas), 2 compactos e um disco em vinil. Tem dois livros publicados (Cinderela em Cordel e Vida e Obra de Gonzagão), e como cordelista é autor de uma dezena de folhetos de cordéis, entre eles Hino Nacional Brasileiro em Cordel, A Invasão do Estrangeirismo e Cordel do Trava Língua. Escreve toda quinta-feira para o blog da editora Nova Alexandria a coluna Pelos bairros em cordel.


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quarta-feira, 11 de junho de 2014

PELOS BAIRROS EM CORDEL: São Mateus


Por Cacá Lopes.

São Mateus

Ainda na Zona Leste
Sigo com os versos meus,
Falando com alegria
Do bairro de São Mateus,
Sua história, sua gente,
Quem chegou, quem disse adeus.

O lugar já foi fazenda
Que um dia foi dividida,
Em glebas, no século XX
Uma foi adquirida,
Pela família dos “Bei”
Que a vila deu mais vida.

Era de cinquenta alqueires
Cada lote demarcado,
O Senhor Salvador Bei
Comprou um, centralizado,
E foi justamente nele
Que formou-se o povoado.

O ano da fundação
Pelo que eu pesquisei,
Foi em quarenta e oito (1948)
Consta em decreto lei,
Graças a labuta de
Salvador e Mateo Bei.

O Bairro está situado
No extremo oriental,
Da Z.L. há vinte e dois
Quilômetros da capital,
Referência marco zero,
Sé ou região central.  




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Cacá Lopes começou sua trajetória em 1984, com o lançamento de um compacto simples, com as músicas "Brilhar" e "Você Que Sonha", de sua autoria. Com a tiragem de apenas mil copias, o disco foi gravado no Estúdio Mosh, em São Paulo, com produção de Hélio Santistebam, do Grupo Pholhas. Tem gravados 5 CDs solos (Isso Aqui é que é Forró, Generosa Canção, Cooperativa do Forró, Mutirão de Sonhos e Pérolas), 2 compactos e um disco em vinil. Tem dois livros publicados (Cinderela em Cordel e Vida e Obra de Gonzagão), e como cordelista é autor de uma dezena de folhetos de cordéis, entre eles Hino Nacional Brasileiro em Cordel, A Invasão do Estrangeirismo e Cordel do Trava Língua. Escreve toda quinta-feira para o blog da editora Nova Alexandria a coluna Pelos bairros em cordel.

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