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terça-feira, 22 de julho de 2014

FÉ NO QUE VIRÁ - Medo...

Por Miriam Maria Pereira.


“E tenho medo do que é novo e de viver o que não entendo, quero pelo menos ter a garantia de estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.”

Clarice Lispector





Com o passar do tempo acreditamos que não teremos mais medo de encarar novos desafios e ao recebermos uma proposta ele vem à tona.

De repente toda a fragilidade e insegurança nos mostra que não estamos preparados para o novo.

Será que não é isso que ocorre com os nossos jovens quando lhe é proposto um novo desafio de leitura ou de uma produção texto?

Cabe a nós educadores buscar essa resposta e fazer com que os nossos educandos não tenham medo e muito menos não fujam dessas duas atividades.

Então Caro Leitor, da próxima vez que receber um desafio faça-o e perceba como é bom encará-lo.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

JOVEM ESCRITOR - Utopia


Por Eduardo Rodrigues do Vale Filho.

Num lugar em que sonhos não são sonhos, onde a realidade não é real; Num lugar em que a água é cristalina, onde a dor não é dolorosa; Num planeta em que todos são iguais, tanto por dentro, quanto por fora; Num mundo em que o amor, a paz e o respeito, prosperam acima de tudo; Utopias tão utópicas, luzes iluminadas, aqui tudo é possível, basta Acreditar... Numa galáxia em que o cérebro e o coração agem num dueto harmonioso; Numa esfera em que a razão e a emoção aplaudem o ser vitorioso; Numa terra onde quem comanda é um ser de energia pura; Numa viagem onde nada, nem ninguém, necessita de uma estrutura; Utopias tão utópicas, luzes iluminadas, aqui tudo é possível, basta Acreditar... Quando as estrelas se unem num brilho único e uniforme; Quando a Lua e o Sol se casam, deixando o céu meio estranho; Quando as trevas são consideradas meras fases de regeneração; Quando o ser chamado de humano se conscientiza de sua ação; Utopias tão utópicas, luzes iluminadas, aqui tudo é possível, basta Acreditar..




VAI BRASIL!


Eduardo Rodrigues do Vale Filho é estudante do 9o. ano do Colégio Sílvio Gonzales. Recentemente participou do lançamento do livro de poemas Fé, Esperança e Amor (que tem um poema seu incluso), publicado pela editora Por Trás das Letras e pelo Colégio, a partir da ação da poeta Sueli de Oliveira. Escreve às quartas-feiras a coluna Jovem escritor para o blog da editora Nova Alexandria. Visite o blog do autor: Dudu, Mundo da Lua.




segunda-feira, 16 de junho de 2014

ESPECIAL POESIA JOVEM - Senão

Por Bruno Berganton

SENÃO

Nunca deixe perder seu humor
Porque senão
Vai morrer de dor

Nunca deixe de amar
Porque senão
Seu coração vai inflamar

Nunca deixe de pensar
Porque senão
Não vai compensar

Nunca deixe de sonhar
Porque senão
Vai se desencaminhar

Nunca deixe de falar
Porque senão
Vai se abalar

Nunca deixe de cantar
Porque senão
Vai me desencantar

Nunca deixe de se abalar
Porque senão vai se apunhalar

Bruno Berganton é estudante do Ensino Médio do Colégio Santa Lúcia Filippini, no tradicional bairro da Frequesia do Ó, em São Paulo, capital. Gosta de cinema, leitura e de viajar.

terça-feira, 10 de junho de 2014

JOVEM ESCRITOR - Nova casa, nova vida

Ainda dá tempo de cuidar de nossa casa.
Por Eduardo Rodrigues do Vale Filho. 

Ele não demorou a perceber que sua vida havia mudado por completo, afinal, nova casa, nova vida, novas experiências.

Teve de se mudar, mas não sem motivos. Até porque, motivos, era o que ele mais tinha. Se fosse só ele que tivesse se mudado... Disseram que sua velha casa já não era mais habitável, que não havia mais condições de sequer passar mais um dia lá. Mas também, ele nunca quis que sua antiga casa, tivesse caído aos pedaços.


Por isso teve de se mudar. A viagem até seu novo lar havia sido demorada, mas nada que ele não aguentasse. Afinal, sua antiga casa suportou por muito tempo as barbaridades que estavam sendo feitas com ela. Uma das desvantagens de se morar num novo lar, é ter de se acostumar com ele. Os médicos, por melhor que agissem, não conseguiriam curar a dor que ele sentira ao ver sua casa velha sendo deixada de lado.Quando todos disseram que já não haviam esperanças, ele negou.

Você quer saber qual era o nome da antiga casa dele? Sim, ela tinha um nome. Nome, este, que não saia da mente do menino. O nome dela era Terra... Isso mesmo, a Terra que os próprios moradores destruíram, a Terra que nos fornecia tudo e que caiu aos pedaços bem na frente dele. Ele, assim como todos os outros, teve de se mudar com urgência para outro planeta habitável. Marte era sua nova casa.

Mas se engana quem pensa que sua simples, porém majestosa antiga moradia algum dia sairá da mente do menino. Muito pelo contrário, isso só serviu para aumentar o amor pela Terra e suas belezas; A mesma Terra que ninguém soube valorizar enquanto ainda era habitável.





VAI BRASIL!



Eduardo Rodrigues do Vale Filho é estudante do 9o. ano do Colégio Sílvio Gonzales. Recentemente participou do lançamento do livro de poemas Fé, Esperança e Amor (que tem um poema seu incluso), publicado pela editora Por Trás das Letras e pelo Colégio, a partir da ação da poeta Sueli de Oliveira. Escreve às quartas-feiras a coluna Jovem escritor para o blog da editora Nova Alexandria. Visite o blog do autor: Dudu, Mundo da Lua.



Gente venha para o nosso SARAU DA COPA!




quarta-feira, 4 de junho de 2014

Coluna JOVEM ESCRITOR - Me chama de Alzheimer e vê se me esquece


Por Eduardo Rodrigues do Vale Filho.

Quando uma moeda é lançada, temos 50% de chance de obter cada uma de suas faces. Suponhamos que essa moeda seja minha cabeça, naquele conflitante momento.

Uma das faces, é meio tímida, tem receio de expor seu conteúdo, mas gera um estrago voraz quando obtida. Ela é conhecida como  “a face emocional”.

Já a outra face, sempre firme em manter suas ideias, não se preocupando com as opiniões alheias, é também conhecida como “face racional”.


Essas duas faces lutam numa guerra sangrenta para ver qual falará mais alto. Em boa parte dessa luta, a face emocional acaba dando golpes fatais, porém, a face racional logo vira o jogo. Já nem sei qual delas irá vencer...


Uma delas, a emocional,  a princípio, traz argumentos quase irresistíveis e tentadores, porém com riscos dolorosos. A face da razão, ao contrário da rival, traz propostas aparentemente dolorosas, mas com um resultado compensador.


Essa briga dura dias, meses, anos e cada acontecimento faz com que alguma das faces volte à tona.


A face dos sentimentos me trouxe coisas boas, inesquecíveis, isso não posso negar, mas algum tempo depois, trouxe junto com essa alegria toda, feridas sem cura.


Por isso, aceitei a proposta do lado da razão, que me faz sofrer hoje, mas que amanhã recuperará todas as minhas forças para partir para mais uma luta.


"Não sou nenhum fantoche, nem uma marionete, por isso grito especialmente a você: Vê se me esquece!!".



Eduardo Rodrigues do Vale Filho é estudante do 9o. ano do Colégio Sílvio Gonzales. Recentemente participou do lançamento do livro de poemas Fé, Esperança e Amor (que tem um poema seu incluso), publicado pela editora Por Trás das Letras e pelo Colégio, a partir da ação da poeta Sueli de Oliveira. Escreve às quartas-feiras a coluna Jovem escritor para o blog da editora Nova Alexandria. Visite o blog do autor: Dudu, Mundo da Lua.



quarta-feira, 28 de maio de 2014

JOVEM LEITOR - Dica da semana: caia no feitiço

As aventura do Caça-Feitiço: mistério, romance....

Por Ulisses Azevedo Gonçalves.

A série de livros As aventuras do Caça-Feitiço, escritos por Joseph Delaney, conta a história de um garoto, sétimo filho de um sétimo filho (ele e o pai são sétimos filhos) que acaba sendo recrutado pelo Caça-feitiço, um ex-padre que, apesar de não ser bem aceito na sociedade descrita na história, passa seus dias lutando contra criaturas maléficas, como ogros, bruxas e espectros.

Treze livros da série foram lançados até agora: O AprendizA MaldiçãoO SegredoA BatalhaO ErroO SacrifícioO PesadeloO DestinoEu Sou GrimalkinO SangueO Conto de Seres RastejantesAlice e Vingança, sendo que apenas os sete primeiros foram lançados no Brasil.

Os livros são cheios de suspense, e em alguns momentos até um leve terror – na própria contracapa do livro se lê: "CUIDADO: Não deve ser lido à noite!".

Cheios de ação e suspense, e talvez até um romance leve, são uma das minhas coleções de livros favoritos. Um filme sobre os livros está em produção desde 2011, pela Warner Bros., sob a direção de Sergei Bodrov.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

JOVEM LEITOR - Coração das Trevas

Coração das trevas, adaptado por Copola para o cinema: Apocalypse Now.

Por Ulisses Azevedo Gonçalves.

O livro O Coração das Trevas, de Joseph Conrad, foi escrito em 1902 e conta a história do marinheiro Charles Marlow, no contexto da colonização e exploração da Àfrica. O que chama atenção,porém, não é somente a história, mas também a narrativa bem detalhada que lentamente puxa o leitor a continuar lendo,apesar disso, não é um livro que se lê rapidamente, mas demora a esquecer.

Em 1979, foi lançado o filme Apocalypse Now, dirigido e produzido por Francis Ford Coppola. O filme tem cerca de duas horas e meia e se trata de uma adaptação de Coração das Trevas, porém na Guerra do Vietnam.O filme tem duas versões, A segunda, feita em 2001, chama-se "Apocalypse Now Redux" e tem 210 minutos, 60 minutos a mais de cenas adicionais. Esta versão foi reeditada pelo próprio Francis Ford Coppola.

Podendo ser um pouco dífícil de se ler quando não se tem muita prática, recomendo o livro a leitores que estão buscando algo diferente, que querem realmente se sentir dentro das situação vividas pelo protagonista e como o próprio título do livro expõe, em um "Coração das trevas".

Ulisses Azevedo Gonçalves, 14 anos, é estudante da ETEC Basilides de Godoy. Praticou por dois anos e meio Kung Fu,  é atualmente praticante de Muay Thai e escreve no blog da editora Nova Alexandria a coluna Jovem leitor todas as quartas-feiras.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

JOVEM LEITOR - O colonialismo inglês acabou?



Por Ulisses Azevedo Gonçalves.

O colonialismo inglês começou no fim do século 16 com colonias ultramarinas, depósitos de mercadorias e postos de venda estabelecidos pelo Reino Unido, que, em seu auge, foi o maior império da história e, por mais de um século, a maior potência mundial.


Nesse contexto, trabalhei anteriormente com o livro Horizonte Perdido, e o farei novamente na próxima semana com o livro  Coração das Trevas. Para facilitar o entendimento, farei  um "resumo" dos acontecimentos da época, começando pelo colonialismo inglês na Índia, também conhecido como "Índia Britânica" (retratado no livro Horizonte Perdido). 

No tempo, isso se passa entre 1858, ano em que os direitos da Companhia Britânica das Índias Orientais foram transferidos para a Coroa Britânica, e 1947, quando o Reino Unido transferiu a soberania daquele território para os recém criados Índia e Paquistão.

A Independência da Índia foi conquistada por meio de protestos e movimentos pacifistas, nos quais se destacam o Movimento de Desobediência Civil, liderado por Ghandi, e o movimento Saiam da Índia. Após a segunda guerra mundial, os britânicos abrem espaço para negociações de transferência de poder e acabam-se criando a Índia e o Paquistão.

O colonialismo inglês na África, representado em Coração das Trevas, começou no final do século XVIII ,quando os ingleses, com enorme poder naval e econômico, assumem a liderança da colonização africana e combatem a escravatura, já menos lucrativa, direcionando o comércio africano para a exportação de ouro, marfim, tapetes e animais.

Em consequência disso, os africanos ficam com o mercado dominado pelos interesses do Império Britânico. Para isso, os britânicos estabelecem novas colônias na costa e passam a implantar um sistema administrativo fortemente centralizado na mão de colonos brancos ou representantes da coroa inglesa. Os ingleses estabelecem territórios coloniais em alguns países da África Ocidental, no nordeste e no sudeste e no sul também do continente.

Ulisses Azevedo Gonçalves, 14 anos, é estudante da ETEC Basilides de Godoy. Praticou por dois anos e meio Kung Fu,  é atualmente praticante de Muay Thai e escreve no blog da editora Nova Alexandria a coluna Jovem leitor todas as quartas-feiras.


terça-feira, 13 de maio de 2014

JOVEM ESCRITOR - Poema em Dó maior


Por Eduardo Rodrigues do Vale Filho.



POEMA EM DÓ MAIOR

O que é isso,
Que ecoa em meus ouvidos,
Que acalenta meus tímpanos,
E engrandece meu espírito?

O que é isso,
Que ritmadamente me toca,
Deixando aberta a porta,
Do meu nobre coração aflito?

O que é isso,
Que chega suavemente,
Que aconchega meu corpo e minha mente,
Num poema de Dó Maior?

Só um simples acorde,
Uma melodia compassada e uniforme,
Que consiga tocar qualquer alma;

Só um tom mais agudo,
Um sorriso profundo,
Que me ganha, me acalma:

Éres tú que me encanta,
Com a letra que canta,
Receba minhas palmas...

Toquemos juntos, agora e sempre,
Num poema de Dó Maior.


Eduardo Rodrigues do Vale Filho é estudante do 9o. ano do Colégio Sílvio Gonzales. Recentemente participou do lançamento do livro de poemas Fé, Esperança e Amor (que tem um poema seu incluso), publicado pela editora Por Trás das Letras e pelo Colégio, a partir da ação da poeta Sueli de Oliveira. Escreve às quartas-feiras a coluna Jovem escritor para o blog da editora Nova Alexandria.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Coluna JOVEM ESCRITOR - Luz, quero luz

Estreia hoje na coluna Jovem escritor o estudante do Colégio Sílvio Gonzales Eduardo Rodrigues do Vale Filho. Em seu nome, sintam-se representados todos os jovens de sua geração que sonham e vão à luta em busca de seus sonhos.

Por Eduardo Rodrigues do Valle.

E foi assim, quase que num piscar de olhos, que descobri que o verdadeiro elemento formador de vidas, é simples e magicamente a luz. A luz que me guia alerta me conforta, me transparece me envolve, me reflete. A mesma luz que para uns não passa de pura faísca, uma centelha de quase nada...

No entanto, para aqueles que a reconhecem dentro de cada ser, individualmente, mas ao mesmo tempo abrangendo todos, essa mesma luz pode ser traduzida como paz. Ela tem uma infinidade de formas, mesmo sendo uma só. Tem uma infinidade de nomes, mesmo sendo a mesma. Tem, também, uma infinidade de sabedoria, mesmo sendo só reflexo de quem a possui.

Eduardo, com o escritor Jeosafá, em atividade no Colégio Sílvio Gonzales, em abril passado.

Alguns a encontram em seu interior, outros a procuram em seu exterior. Quem está certo, só mesmo Deus poderá julgar. Cada um que encontre a luz da maneira que lhe achar mais segura, porém sempre tendo em mente que nem sempre encontrarás o resultado esperado.

Luz... luz... Luz. Ilumina mentes obscuras, resplandece perante os fracos estendendo-lhes a mão num gesto de amizade, acalma os seres aflitos, abre as mentes que algum dia já estiveram trancadas a sete chaves, e principalmente gera pessoas capazes de se tornarem ,algum dia, humildes, porém felizes poetas.

Serve de ponte para chegarmos ao lado bom da vida, serve de escada para os que necessitam evoluir, e de barreira para nos proteger daqueles que querem roubá-la de nós. Mágica, poderosa, bela, vulnerável, frágil e completa LUZ.


Eduardo Rodrigues do Vale é estudante do 9o. ano do Colégio Sílvio Gonzales. Recentemente participou do lançamento do livro de poemas Fé, Esperança e Amor (que tem um poema seu incluso), publicado pela editora Por Trás das Letras e pelo Colégio, a partir da ação da poeta Sueli de Oliveira. Escreve às quartas-feiras a coluna Jovem escritor para o blog da editora Nova Alexandria.

Leia também a coluna Jovem leitor, de Ulisses Azevedo Gonçalves, estudante do 1o. ano do Ensino Médio da Escola Técnica Basilides Godoy.


http://lojanovaalexandria.com.br/o-diario-secreto-das-copas.html